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Perda e desperdício de alimentos: um desafio global que exige ação imediata

Desperdicio
Desperdicio

 

Não dá para negar. O desperdício de alimentos é um dos maiores problemas do mundo moderno. Tanto que, aproximadamente, 30% da produção mundial de alimentos é desperdiçada ou perdida a cada ano, o que representa 1,3 bilhões de toneladas. É o que afirmam a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Algo preocupante que merece ser debatido e analisado pelo setor de food service.

 

De acordo com Leonardo Lima, fundador e CEO da Dreams & Purpose, engenheiro químico de formação, conselheiro de empresas e consultor da Rede Food Service, essa é uma conta nada auspiciosa. “Imagino que para cada ser humano que habita o planeta, esse número deve ou deveria fazer mal. Para quem produz alimentos, deveria causar muita indignação”, diz ele, que também atuou como diretor corporativo de Sustentabilidade da Arcos Dorados, responsável pela marca McDonald’s na América Latina.

 

“O que me chama a atenção – e queria que chamasse a dos leitores também – é que essa conta é colocada na nossa mesa há vários anos e os números não mudam. Um terço de tudo o que é produzido é perdido”, reforça Leonardo Lima.

 

Antes de se aprofundar na problemática, ele explica que, em 2013, a FAO distinguiu o termo perda e desperdício de alimentos (PDA), atribuindo à perda uma diminuição não intencional de alimentos disponíveis para humanos, proveniente de ineficiências nas etapas iniciais da cadeia de produção e abastecimento, enquanto o desperdício se refere à rejeição intencional de alimentos aptos para consumo nas fases finais da cadeia, predominante nas ações de varejistas e consumidores. “Seja como perda ou desperdício, ambos causam um enorme problema para todos nós”.

 

Leonardo Lima, fundador e CEO da Dreams & Purpose – Divulgação

 

E Lima prevê que a pressão por mais alimentos só aumentará nos próximos anos. “Temos 8 bilhões de pessoas vivendo na Terra e seremos, já em 2100, 11 bilhões”. E, ao mesmo tempo, crescerá também as cobranças sobre quem tem a responsabilidade de iniciar todo o processo da cadeia alimentar: o campo. “Se hoje quem está no campo sente pressões relacionadas ao uso da terra, como não desmatar, preservar a biodiversidade, cuidar das nascentes de água, usar químicos apropriados e outros, é certo que isso aumentará de forma exponencial”, comenta.

 

Assim, a produção de alimentos, por mais que seja realizada de forma responsável e produtiva, seguirá necessitando de área. E é essa necessidade que pode vir a pressionar espaços onde a biodiversidade deveria estar sendo preservada, algo necessário para manter os complexos sistemas de equilíbrio existentes no planeta.

 

Perda e desperdício no Brasil

 

No Brasil a situação não é diferente do restante do planeta. Apesar de ser um dos principais produtores de alimentos do mundo, o país é também um dos com o maior índice de desperdício de alimentos, aparecendo em 10º lugar no ranking mundial.

 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 30% dos alimentos produzidos no país acabam indo parar no lixo, o que equivale a cerca de 46 milhões de toneladas de comida por ano. O desperdício ocorre desde a produção dos alimentos até o consumo final e representa uma perda financeira de aproximadamente R$ 61,3 bilhões todos os anos.  Enquanto isso, cerca de 10,1 milhões de brasileiro passaram fome entre 2020 e 2022, segundo informações da ONU.

 

“Se pensarmos aqui no Brasil, ano após ano, batemos recordes de safras, recordes de toneladas por hectares. Nosso sistema agrícola segue avançando e desafiando o mundo. Mas não dá para comemorar sabendo previamente que, de todo esse esforço, um terço será perdido. Jamais chegará ao fim da cadeia de valor, gerando valor nutricional a quem necessita e mantendo o valor econômico dos alimentos”, diz Lima.

 

O que nos faz perder o jogo todos os anos?

 

“A meu ver, não se trata de tecnologia, processos, falta de conhecimento ou qualquer outra solução técnica. Resolver o problema da perda de alimentos exige uma completa mudança do nosso modelo mental. Admitimos a perda como inevitável. E está errado. Necessitamos estar indignados com essa perda absurda”.

 

Segundo Leonardo, junto a uma indignação positiva de não admissão desses números trágicos, é preciso ter a perda zero como objetivo. “Qualquer número diferente de zero não deve ser admitido. Nosso cérebro deve trabalhar para buscar alternativas e soluções para chegar a zero”, insiste.

 

Ele não tem ilusões de que esse processo será simples ou fácil, mas acredita que sim, é possível. “Cada elo da cadeia de valor dos alimentos, além de fazer o seu dever de casa e levar a perda à zero, deve cobrar que o elo subsequente garanta perda zero. Não faz o mínimo sentido seguir perdendo, ano a ano, um terço de tudo o que é produzido. Além de ser insano e inconcebível, é totalmente não ético com quem tem fome”, dá o recado.

 

Por que isso não acontece hoje?

 

“Porque vivemos na abundância. Podemos dar-nos ao luxo de perder 1.3 bilhão de toneladas de alimentos e mesmo assim ter o que comer. Mas com uma ressalva: possivelmente todos os que lerão essa matéria jamais passaram ou passarão fome”.

 

Uma situação diferente de mais de 650 milhões de pessoas no mundo. Por isso, Leonardo Lima reforça que decisões e medidas devem ser tomadas com a urgência dos que estão passando fome, e não com a morosidade das reuniões realizadas em salas com ar-condicionado e fartura de comida.

 

O profissional ainda faz uma provocação: “já pensou em quantificar a perda de comida em sua casa, família, empresa ou organização em que trabalha? A solução da perda de alimentos está em nós e, principalmente, em todos que trabalham ou estão em torno da cadeia de valor dos alimentos. É mais que hora de deixarmos a nossa zona de conforto e trabalharmos juntos para zerar a perda de alimentos. Não adianta olhar números totalmente inadmissíveis e ficar estático. A conta irá chegar no próximo ano”.

 

Repensando o sistema alimentar

 

Gustavo Porpino, pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios, uma das 43 unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), diz para a Rede Food Service que o desperdício de comida representa uma oportunidade perdida de ampliação da oferta de alimentos.

 

“Em um mundo com população crescente em países em desenvolvimento, crise climática, conflitos e preços elevados das dietas saudáveis, é urgente reduzir as perdas e o desperdício do campo à mesa para sermos mais eficientes no combate à fome, reduzirmos as emissões de gases dos processos de produção e consumo, e ainda fomentarmos o empreendedorismo alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, explica ele.

 

Segundo Porpino, a problemática passa, inclusive, pela logística de transporte, algo que afeta o mercado, o meio ambiente e a população. “Os alimentos jogados fora nas centrais de abastecimento, supermercados, feiras livres e outros serviços de alimentação, muitas vezes, tiveram que ser transportados por milhares de quilômetros. Temos casos extremos, como os kiwis produzidos na Nova Zelândia, que passam pelo Chile e São Paulo até chegarem em pontos de venda das capitais nordestinas, por exemplo, e parte termina sendo descartada antes do consumo. Carnes nobres, produzidas no Brasil e Argentina, também são frequentemente descartadas por varejistas europeus”.

 

Gustavo Porpino, pesquisador da Embrapa Alimentos e Territórios – Divulgação

 

Para ele, mudar esse cenário requer repensar o sistema alimentar como um todo. “As cidades podem fortalecer cinturões verdes, investir em iniciativas de agricultura urbana e valorizar mais os produtores e alimentos locais. Os chamados sistemas alimentares urbanos circulares são uma alternativa para gerar renda localmente, com ganhos ambientais e aproveitamento máximo dos alimentos. É importante colocar em prática iniciativas que se conectem entre si. Por exemplo, os resíduos orgânicos das feiras livres e Ceasas podem gerar adubos para hortas urbanas e o excedente do varejo pode ser destinado a bancos de alimentos. Quando os governos se unem ao setor produtivo e sociedade civil para implementar soluções inovadoras para mitigar o desperdício de alimentos, todos saem ganhando”, explica Gustavo Porpino, reforçando que essa é uma estratégia boa para o meio ambiente, para as pessoas e com ganhos econômicos, levando em consideração as muitas oportunidades de negócios alinhados à economia circular.

 

Atualmente, a Embrapa desenvolve diversos ativos tecnológicos que contribuem com a redução de perdas e desperdício de alimentos, tais como revestimento biodegradável para conservação do coco, alimentos inovadores à base de fibra de caju e nanoemulsão de cera de carnaúba para aplicação em frutos. “Também atuamos com contribuições para políticas públicas nacionais e globais, além de iniciativas de inovação social. Em Alagoas, por exemplo, capacitamos, em parceria com o Sebrae e Senac, mais de 70 merendeiras de escolas públicas de 21 municípios. Esta ação, por meio de projeto com recursos do FIDA, contribui para o incremento da alimentação escolar e valoriza a conexão da agricultura familiar com o Programa Nacional de Alimentação Escolar. Também temos um projeto internacional (Cidades e Alimentação), via Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, voltado para o intercâmbio de conhecimentos entre cidades brasileiras e europeias sobre sistemas alimentares urbanos circulares”.

 

Sobre os resultados esperados, Porpino comenta: “o projeto Cidades e Alimentação realizou estudo de caso nas cidades de Curitiba, Maricá, Recife, Santarém e Rio Branco. Identificamos boas práticas para fortalecer sistemas alimentares urbanos sustentáveis, tais como iniciativas de varejo social (Armazém da Família, Caminhão do Peixe, Sacolão da Família), hortas e fazendas urbanas, jardins comestíveis e ainda ações que valorizam as compras públicas de alimentos locais e fomentam a produção sustentável local. Outro resultado importante foi quantificar o desperdício de alimentos em feiras livres de Curitiba, Recife e Rio Branco e apontar caminhos para o incremento da gestão de resíduos orgânicos nestas cidades”, conta para a Rede Food Service.

 

Para ele, em termos de políticas públicas, o Brasil pode avançar mais se atualizar e implementar a estratégia nacional para redução do desperdício de alimentos, elaborada em 2018 e que deve ser revista em breve pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome com parceiros.

 

Para as empresas que estão tentando adotar iniciativas mais sustentáveis, Gustavo Porpino dá algumas dicas. “A sustentabilidade precisa ser colocada em prática levando em consideração todas as dimensões. Além dos ganhos ambientais, investir em sustentabilidade pode trazer ganhos sociais e econômicos. O mundo corporativo fala muito de ESG, e esses fatores ambientais, sociais e de governança alinhados às práticas de valorização da nossa cultura e da nossa biodiversidade, são diferenciais potentes para o setor de alimentos”. Para ele, as empresas precisam estar atentas também às mudanças de comportamento de consumo de alimentos e desenvolver produtos alimentícios verdadeiramente sustentáveis. “E isso implica também adotar práticas de comércio justo e valorizar fornecedores com práticas de produção sustentáveis”, afirma.

 

Na visão dos gestores

 

O executivo Lucio Vicente, que possui mais de 15 anos atuando na liderança de áreas como marketing, relações com consumidor, comunicação, assuntos corporativos, sustentabilidade e ESG, acumula passagens pelo Grupo Carrefour, ABN Amro Group e Banco Panamericano. Ele, que recebeu o prêmio EY 2019 de sustentabilidade com o case de apoio a produtores locais, também é coautor do livro “O Encontro com a Sustentabilidade: Contribuições do Psicodrama” (Polobooks, 2020).

 

Segundo ele, o desperdício de alimentos é um problema sistêmico, que envolve todos os elos da cadeia produtiva, distribuição e consumo. “O desperdício vai muito além do que a maioria das pessoas pensa, pois, ao jogar qualquer alimento no lixo, em qualquer uma das fases de seu ciclo de vida, estamos desperdiçando todos os recursos que foram necessários para a produção do produto, incluindo o tempo”.

 

Lucio comenta que pouco se fala sobre a perda de tempo ligada a cada um dos alimentos descartados. “As pessoas não têm noção do tempo de produção de cada alimento. Não imaginam que apenas um abacaxi leva 15 meses para ser produzido pelo esforço de produtores e da natureza. Que a produção de carne leva em média de três a cinco anos para chegar ao prato dos consumidores, entre vários exemplos”.

 

Lucio Vicente, coautor do livro:“O Encontro com a Sustentabilidade: Contribuições do Psicodrama” – Divulgação

 

Para o especialista, como os consumidores não são estimulados a conhecerem esse processo, acabam exercendo um pensamento de poder de compra e propriedade sem se preocupar com o impacto ambiental causado com o desperdício. “Uma problemática que deve ser encarada com a necessidade de políticas públicas, principalmente no campo da educação”, diz.

 

Dentro da ampla experiência de Lucio Vicente, o que fica claro é que se gasta muito dinheiro para produzir e ainda mais dinheiro para descartar. E todo esse desperdício gera um aumento do custo de vida para as pessoas, pois o sistema produtivo e a cadeia de distribuição preveem o custo de perdas na composição de preços.

 

Ele ainda reforça que as perdas não acontecem apenas no processo produtivo, mas que muitos alimentos se perdem também no período de exposição para o consumo. “Sabe aquelas ‘apertadinhas’ no mamão ou no tomate para ver se estão maduros? Pois bem, elas causam perdas, pois esses produtos normalmente são abandonados e outros consumidores não irão escolhê-los. Isso é cultural. Maus costumes de consumo infelizmente são repassados e poucos questionam sua legitimidade. E a compra sem lista? Sim, a lista de compras é uma grande aliada no combate ao desperdício, porque para fazê-la você precisa olhar o que tem na dispensa, vai precisar fazer o que o comércio faz todos os dias: olhar os prazos de validade e cuidar para que não haja compra excessiva de determinado produto. Uma lista de compras possibilita um controle de estoque da sua casa”.

 

São medidas simples, porém necessárias para que haja um maior equilíbrio do processo seletivo, evitando assim o desperdício de alimentos e recursos naturais, como água, energia e capital humano que poderiam ser utilizados por gerações futuras. “Tudo o que é abundante hoje, pode se tornar escasso no futuro”, Lucio dá o recado.

 

Já sob a perspectiva de um executivo de sustentabilidade e ESG, ele enxerga que as empresas têm um papel fundamental no âmbito da educação da cadeia produtiva e também em estimular seus consumidores a serem protagonistas de mudanças nesse cenário. “As empresas precisam entender que combater o desperdício gera lucro. Trabalhar na prevenção de perdas dos seus fornecedores diretos e indiretos cria uma excelente estratégia de contenção de custos, melhores margens, maior engajamento dos funcionários, visibilidade de suas ações de responsabilidade social, além de construir uma narrativa institucional e valorizar seus princípios e propósitos para uma sociedade de consumo que apoie a utilização responsável e sustentável dos recursos naturais. Isso tem um valor incomensurável também sob o aspecto de conexão afetiva das marcas com as pessoas, que a cada dia valorizam mais as empresas que atuam para proteger a natureza e os direitos humanos”.

 

Entre as iniciativas lideradas por Lucio Vicente ao longo de sua trajetória visando o combate ao desperdício e perda de alimentos, está a implementação de um programa comercial para que os produtos que seriam descartados na lavoura, como as frutas, verduras e legumes fora do padrão estético, fossem expostos nas lojas com descontos e até mesmo com uma explicação para o consumidor, ressaltando que o valor nutricional dos produtos com marcas é igual ao dos produtos sem marcas. Ele explica que a padronização excessiva da aparência é um aspecto que deve ser levado em consideração nos processos industriais, porém os alimentos extraídos da natureza são únicos. E não levar isso em consideração leva a uma exclusão automática de muitos produtos naturais. “Sabe aquela maçã pequenininha que ninguém quer? Ela pode ser utilizada pelos pais no lanche das crianças, pois cabe mais facilmente nas lancheiras e também se adapta a quantidade ideal para uma criança comer”, detalha.

 

Outro projeto que o executivo teve a oportunidade de liderar foi a destinação ecológica de resíduos, isto é, a implementação de estratégias para o descarte zero de produtos em aterros. “Isso inclui a doação de alimentos para projetos sociais, bancos de alimentos e programas de segurança alimentar para combater a fome de milhares de pessoas pelo país. Doar aquilo que não é possível destinar para a alimentação humana para zoológicos e centros de recuperação de animais resgatados. Utilizar o restante para a compostagem e, consequente, produção de novos alimentos. A economia circular dos alimentos é impressionante. Alimento é tesouro. Alimento pode e deve ser reaproveitado em todas as suas fases. Não só é possível como já existem diversos casos de sucesso”.

 

Para as empresas que estão interessadas em adotar iniciativas mais sustentáveis, Lucio Vicente dá a dica: “sustentabilidade requer estratégias de curto, médio e longo prazo. Definir grandes metas para assuntos como o combate ao desperdício, requer planejamento de entregas possíveis, consistentes e mensuráveis, além de ações internas e externas. Pensando no ambiente interno, precisa haver o combate ao desperdício como estratégia de negócio e ainda o apoio incondicional dos controladores e principais executivos da empresa. O CEO/presidente precisa estar envolvido nessa agenda, precisa levar o assunto às reuniões executivas e adotar o tema como um pilar. No ambiente externo, dê visibilidade para suas ações diretas e indiretas no combate ao desperdício para toda a sua rede (acionistas, fornecedores, prestadores de serviço, imprensa, organizações da sociedade civil, clientes etc.), mostre o que tem feito, abra a oportunidade de receber sugestões para melhorar seus processos. Dialogue e trabalhe conjuntamente com organizações da sociedade civil, as ONGs podem ajudar e muito nos processos de melhoria, atuação conjunta com outras empresas e engajamento da sociedade como um todo”.

 

Para ele, além de tornar a empresa mais competitiva, a sustentabilidade está ligada à sobrevivência dos negócios. “Se a empresa aproveita sua vitalidade para aprimorar seus processos, engajar seus fornecedores, participar de discussões e soluções setoriais, dialogar com organizações do terceiro setor e governo, ela tem condições de prever cenários, definir estratégias e planejar ações que permitam antever necessidades e possíveis impactos para seus negócios”, comenta.

 

O fato é que a desigualdade social ainda leva a maioria dos consumidores brasileiros a optar pelo preço mais barato, mas o público está cada vez mais atento e exigente à responsabilidade das empresas. “O futuro pertence apenas aqueles que o constroem no presente”, diz.

 

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