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A retomada do mercado de food service

Garcon
Garcon

 

A perspectiva de aproximação de um cenário pós-pandêmico, com o avanço da vacinação e a reabertura de muitos escritórios em todo o país, dá um novo fôlego ao mercado de alimentação fora do lar. Embora ainda enfrente algumas restrições de operação, inclusive por conta da nova variante da doença em circulação, o food service vive agora uma retomada mais veloz, principalmente, no segundo semestre deste ano. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), o setor será responsável por 28% das vendas da indústria alimentícia em 2021, com valores estimados em mais de R$ 166 bilhões.

 

Apesar dos desafios enfrentados durante a crise sanitária e econômica, período em que 30% dos operadores de food service encerraram suas atividades, espera-se uma recuperação completa para o setor no próximo ano. Os estabelecimentos que encontraram novos formatos para comercializar seus produtos, pegando carona no boom do delivery e dos aplicativos de comida, e conseguiram atravessar com cautela as limitações dos últimos meses, encontram agora uma atmosfera promissora de expansão, com menos concorrência e mais oportunidades para ganhar novos públicos.

 

Além da grande participação do food service em seu desempenho de vendas internas, a indústria de alimentos vivencia uma retomada ainda mais ampla no cenário das exportações, que foram o principal destaque no primeiro semestre de 2021. Sob o faturamento de US$ 20,7 bilhões, as vendas para o mercado externo foram responsáveis por uma alta acima dos 18%, em comparação ao mesmo período de 2020. Entre os principais fatores de sucesso para o reposicionamento da indústria alimentícia brasileira estão a demanda global por alimentos, a retomada das economias e os preços firmes, fixados no cenário internacional. Somando todos os canais, o faturamento total da indústria de alimentos no primeiro semestre deste ano superou a casa dos R$ 413 bilhões, de acordo com dados da ABIA.

 

Diante desse clima de otimismo, é chegado o momento de fazer um grande balanço de todas as ações praticadas durante a crise, as iniciativas que deram certo e as que não obtiveram o êxito esperado. É preciso manter a atenção sobre o consumidor e seus hábitos de forma geral, para entender o que, de fato, veio para ficar e o que será deixado de lado, a partir da reabertura e recuperação da economia. O poder de resiliência e adaptação do food service foi admirável neste período, entretanto, para garantir o progresso, é preciso seguir com cautela, aderindo às tendências que estão em constante movimento.

 

 

Sobre o autor

André Gasparini é diretor Comercial da Agropalma, maior produtora de óleo de palma sustentável da América Latina. O executivo atua há 20 anos na companhia, tendo passagens por várias áreas,  incluindo a gerência responsável pelo segmento de food service e distribuição para os mercados nacional e internacional. É engenheiro de alimentos, graduado pela Fundação Educacional de Barretos (UNIFEB), especialista em Trade Internacional de Óleos e Gorduras pela FOSFA (Federation of Oils, Fats and Seeds Association) de Londres; com MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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