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Cerca de R$ 48,7 milhões foram perdidos durante Black Friday e Cyber Monday pelas lojas virtuais

Dado é resultado de um estudo feito pela Sofist e que também constatou que 100% dos sites monitorados apresentaram instabilidade

Conteúdos devem considerar a baixa velocidade de conexão no Brasil (Foto: Getty Images)

 

Pelo o que tudo indica, o processo de digitalização ainda é algo que precisa ser melhorado e muito no universo do varejo online brasileiro. Afinal, conforme pesquisa realizada pela Sofist, empresa especializada em redução e prevenção de problemas em produtos digitais, cerca de R$ 48,7 milhões foram perdidos durante as tão esperadas Black Friday e Cyber Monday pelas lojas virtuais no país.

 

Durante o mesmo levantamento, foi concluído que a lentidão e a instabilidade dos e-commerces durante a Black Friday e a Cyber Monday foram o que provocaram esse expressivo prejuízo, já que 100% dos sites monitorados apresentaram instabilidade em algum momento.

 

Esse é o quarto ano em que a Sofist realiza essa pesquisa, sendo que, em 2020, a empresa acompanhou 105 lojas virtuais a partir das 22h00 da quinta-feira, 26 de novembro, até as 23h59 da segunda-feira, 30 de novembro (período que engloba tanto a Black Friday, quanto a Cyber Monday). Além disso, é válido ressaltar que a Sofist considerou que um site estava indisponível quando era impossível navegar pela loja e que qualquer um dos seguintes fatores poderia causar uma indisponibilidade: problemas técnicos, como páginas de erro; uso de página de espera, também conhecida como ‘tampão’; e demora excessiva (timeout), quando o site não termina de carregar mesmo após 45 segundos do acesso inicial. “Em resumo, das 105 lojas, 75 impediram o consumidor de navegar e de realizar suas compras em algum momento entre os quatro dias, resultando em mais de 15 horas de indisponibilidade. Para quantificar o prejuízo, foi considerado que cada hora fora do ar durante a Black Friday levou os e-commerces a perderem R$ 3.158.694,00, resultando em R$ 48,7 milhões de perda durante o evento – 24,6% desses sendo apenas nas 12 primeiras horas. Especificamente durante a Black Friday (22h00 da quinta-feira 26 de novembro até 23h59 de sexta-feira 27 de novembro), foi identificado que os e-commerces ficaram, juntos, menos tempo fora do ar comparado com a Black Friday de 2019. Entretanto, as perdas não deixam de ser expressivas. Pois, ao final de sexta-feira, a Sofist mapeou 60 e-commerces que, juntos, ficaram 7 horas e 17 minutos fora do ar para os consumidores – gerando um prejuízo em vendas de R$ 23 milhões. Percebeu-se ainda considerável indisponibilidade na madrugada de sexta-feira, um momento em que, geralmente, há menos acessos. Essa indisponibilidade pode ter sido uma tentativa dos e-commerces em estabilizar suas lojas para o período da manhã, no qual os usuários começam a retomar suas compras. Contudo, esses esforços foram em vão, já que, ao longo da manhã de sexta-feira, houve uma redução de apenas 17,8% na indisponibilidade em relação à abertura do evento e o prejuízo nesse período foi próximo à perda nas primeiras quatro horas”, detalha a assessoria de imprensa da Sofist.

 

Bruno Abreu, CEO da Sofist (Foto: Divulgação)

 

Em entrevista à Rede Food Service, Bruno Abreu, CEO da Sofist, completou que “também notamos que, durante a tarde de sexta-feira de Black Friday, período em que os varejistas aguardam a volta dos grandes volumes de acesso e transações, a indisponibilidade e o prejuízo foram menores. Ponto positivo para as lojas! Entretanto, na noite de sexta, o prejuízo voltou a aumentar, atingindo o segundo maior patamar para o dia. Identificamos ainda, por exemplo, uma loja que estava trafegando 28 megabytes de dados ao carregar sua página para o usuário, o que é 10 vezes maior do que observamos em outras lojas online. Imagine um consumidor abrindo essa página em uma conexão de Internet limitada. A velocidade de conexão no Brasil não é das melhores, portanto, páginas com esse volume de dados vão demorar mais para carregar e oferecer uma experiência ruim para o consumidor”, esclarece.

 

Tempo de indisponibilidade 2019 x 2020

 

O mesmo estudo apontou que, em relação ao fator tempo de indisponibilidade 2019 x 2020, este ano, esse ‘time’ foi menor. Uma das hipóteses da Sofist para a diferença entre os dois anos é a de que, em decorrência da atual pandemia de Covid-19, o varejo online já vem se preparando para situações com grandes fluxos de acessos. “Chegamos a ouvir de uma empresa no início do ano que ela estava vivendo uma Black Friday antecipada por causa da pandemia. Ter se preparado lá no início do ano para uma situação atípica pode ter refletido no fato dos e-commerces terem chegado à Black Friday mais preparados esse ano”, orienta Abreu.

 

Além disso, o CEO enfatiza que, em 2019, os e-commerces foram altamente impactados por um plugin de selo de reputação. “A má implementação desse plugin elevou significativamente o tempo de indisponibilidade dos e-commerces monitorados na manhã e na tarde de sexta. Uma grande plataforma de e-commerce chegou, inclusive, a recomendar que esse plugin fosse removido das lojas para não impactar as vendas. Em 2020, o impacto desse plugin não foi significativo”, avalia.

Escrito por #molongui-disabled-link

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