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Pesquisadora traça os 5 tipos de clientes que mostram sua personalidade por meio das máscaras de proteção contra o Covid-19

Stella Kochen Susskind garante que hoje em dia a escolha da máscara facial aponta a "identidade secreta" do consumidor

(Foto: Getty Images)

 

Desde a chegada do novo Coronavírus ao Brasil, os hábitos de consumo dos clientes food service sofreram grandes mudanças devido ao necessário período de distanciamento social. Além disso, foi estipulado o uso obrigatório de máscaras de proteção, o que acaba por esconder grande parte da expressão das pessoas e dificulta a identificação de suas personalidades. Fato esse que pode atrapalhar e muito o trabalho de atendimento dos empresários do ramo de alimentação fora do lar, uma vez que, antes da pandemia, a maioria contava com o sorriso dos clientes para medir se o seu negócio e respectivos produtos estavam sendo aprovados ou não.

 

Nesse contexto, Stella Kochen Susskind, pioneira na América Latina na metodologia de pesquisa mystery shopping (cliente secreto) e considerada uma das mais importantes experts da temática no mundo, traçou os 5 tipos de clientes que mostram sua personalidade por meio das máscaras de proteção contra o Covid-19.

 

Stella Kochen Susskind (Foto: Divulgação)

 

Em entrevista à Rede Food Service, Susskind garantiu que, atualmente, a escolha da máscara facial aponta a “identidade secreta” do consumidor. “Há mais de três décadas atuo com pesquisas conduzidas por clientes ocultos. Com eles, aprendi que a expectativa de compra, sempre está condicionada à personalidade do consumidor. Ou seja, a forma de comprar é uma extensão da personalidade do comprador. Hoje, não conseguimos sequer nos nortear pelo estilo de roupa, já que estamos todos de moletom! Nessa perspectiva e diante da impossibilidade de ler a expressão do cliente e identificar o perfil de consumo dele, penso que temos uma outra forma de leitura. A máscara, que se tornou o símbolo da pandemia e que se correlaciona com os sentimentos que temos nesse momento. Nesse exercício de revelar e classificar o humano por trás da máscara, tracei os perfis”, explica.

 

Confira, abaixo, os perfis delimitados pela pesquisadora, assim como algumas dicas de como deve ser realizado o atendimento para cada um deles.

 

Perfil 1 – O muito preocupado

Esse consumidor estará usando uma máscara de tecido branca ou de cor clara; por cima dessa, uma segunda proteção acrílica transparente ou a máscara profissional N95. A leitura que temos é de uma grande preocupação em se contaminar ou contaminar alguém. Essa pessoa tanto pode ser um trabalhador da área da saúde, como uma pessoa que está muito assustada com a possibilidade de contrair o vírus. Sair de casa para fazer uma compra é um exercício complexo para esse consumidor. Portanto, cada minuto é precioso no atendimento.

 

Dica: O atendente tem que ser bastante objetivo; optar por um cumprimento simples (bom dia, boa tarde, olá); e ir direto ao ponto. Não procure fazer vendas casadas distantes do produto que esse cliente pediu ou iniciar conversas sobre a pandemia. A expectativa desse cliente é sair do estabelecimento o mais rápido possível para não se expor tempo demais a um vírus mortal. E a boa experiência de compra dele depende dessa capacidade da equipe da loja.

 

Perfil 2 – O engajado

Esse consumidor opta por uma máscara associada a alguma campanha ou mobilização. Produzida por alguma comunidade específica; comprada para auxiliar alguma causa socioambiental, a máscara representa a sua adesão a algo maior; à resistência humana a um vírus. Claro que esse consumidor está atento e engajado em cumprir todas as normas de segurança, mas ele está preocupado em auxiliar a retomada da economia. Voltar a comprar de maneira presencial é a forma de mostrar esse compromisso com a vida, a economia e a humanidade.

 

Dica: O atendente deve passar otimismo na voz, já na hora do cumprimento. É importante mostrar que a loja está atenta à todas as normas sanitárias e pronta para oferecer a maior segurança possível para que a experiência de compra seja segura. Se a loja tiver algum produto ou campanha social, é muito importante que o vendedor fale sobre a iniciativa, mas de maneira rápida e assertiva. Esse cliente está aberto para uma venda adicional, desde que faça sentido e que seja mais do que a aquisição de um produto, mas que seja um item que dialogue com o momento.

 

Perfil 3 – O desencanado

Esse consumidor opta pelas máscaras de tecido com temas fofos ou divertidos ou neutros (bege, branca). Ele está informado sobre o risco e, por uma demanda social e acreditar na lógica por trás da orientação de uso, está usando a máscara. O que isso significa? Esse consumidor não quer que uma máscara defina um estado de espírito abalado e amedrontado. Ele quer dizer ao mundo que está tranquilo; consciente e à altura do desafio que enfrentamos. Está muito interessado em retomar, na medida do possível, uma rotina anterior à pandemia; acredita na transitoriedade da situação. As compras não terão tanta ligação com os itens mais comprados na fase de distanciamento social; ele está propenso a comprar itens de moda, por exemplo. Vai reagir bem à oferta de um item adicional e que não tenha necessariamente nada a ver com a compra principal. Ele topa uma conversa descontraída enquanto compra.

 

Dica: Não direcione o assunto para o medo do Covid-19 ou questionamentos sobre a vacina. Fale sobre o produto, pergunte sobre cores e modelos. O vendedor tem que estar sensível ao estado de espírito do desencanado. Para ele, sair de casa e comprar é retomar a vida que tinha. É essa experiência que ele espera ter.

 

Perfil 4 – A poderosa

Essa consumidora – sim, elas são a maioria desse perfil – opta por olhos bem marcados; milimetricamente maquiados e ressaltados com sombras e esfumaçado. Estará com uma máscara de grife, ostentando uma marca e mostrando sedução no olhar e no gestual. Embora sejam facilmente encontradas em lojas de luxo, esse perfil não está atrelado à classe social, mas ao comportamento resistente e sedutor. Aceitam que têm que usar a máscara para a dupla proteção – proteger a si e aos outros –, mas adota essa prática de maneira fashion e personalizada. Ou seja, não quer que a máscara esconda a sua forma de enfrentar a vida.

 

Dica: Elogie a máscara ou o olhar – claro, se for genuíno – antes de qualquer coisa. A proposta é mostrar que você percebe a pessoa que está por trás da máscara; que esse consumidor conseguiu expressar a sua individualidade em cada detalhe. Não tenha pressa, nem force um atendimento descuidado, rápido. Dê a esse consumidor o tempo que ele precisa, porque essa pessoa está profundamente interessada em ter uma experiência de compra – não apenas comprar um item.

 

Perfil 5 – O negacionista

Esse consumidor estará com a máscara no queixo ou pendurada no bolso. Quer dizer ao mundo que não é vulnerável e que não está com medo do vírus. Então, o lojista ou gerente, preferencialmente aliás, tem que ser muito firme e solicitar a colocação da máscara. É bem possível que esse cliente se negue. Então, é a sua vez de entender que nem todas as vendas podem ser feitas. Mas, que todas as vidas devem ser preservadas.

 

Dica: Peça, delicadamente, que esse possível cliente saia da loja.

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