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Mercado de suplementos alimentares cresce na pandemia

Estudo realizado para a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres - ABIAD, indica que 48% dos consumidores habituais de suplementos e vitaminas passaram a consumir mais durante a pandemia

Segundo a ABIAD, suplementos e vitaminas estão presentes em 54% dos lares brasileiros (Foto: Divulgação)

 

Segundo levantamento encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres – Abiad, a pandemia pode ter contribuído para a população brasileira usar mais suplementos alimentares. O estudo indica que 48% dos usuários entrevistados passaram a ingerir mais multivitamínicos e afins, que 47% mantiveram a mesma taxa de consumo e apenas 5% diminuíram.

 

O estudo foi realizado nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Brasília e Belém, considerando lares onde pelo menos um morador utilize com frequência algum tipo de suplemento alimentar.

 

No período da pandemia, a principal justificativa para o aumento do consumo foi a melhora da imunidade (63%), sendo que 9% dos indivíduos mencionaram especificamente a Covid-19. Os três tipos mais procurados foram: multivitamínicos (28%), vitamina C (26%) e vitamina D (8%).

 

A empresária Tamara Borges, fundadora da Pulse Nutrition, loja criada há 6 anos e localizada em Ipanema no RJ, conta em entrevista para a Rede Food Service, que sentiu o aumento das vendas a partir do início do processo de distanciamento social. “Percebemos um aumento expressivo pela procura de itens mais relacionados à saúde e imunidade como vitaminas, glutamina e antioxidantes. o aumento foi de 20 a 30 % em média. Inicialmente percebemos a demanda exponencial por glutamina, um aminoácido muito associado a saúde intestinal e fortalecimento do sistema imune, no entanto depois cresceram também itens para melhora do sono como triptofano, melatonina e por fim alguns minerais específicos que foram sendo associados a prevenção e combate de doenças oportunistas”.

 

Com relação ao delivery, a empresária conta que este tem sido um grande impulsionador das vendas da loja, e que apesar de já existir antes da pandemia, foi durante o isolamento social que o serviço de entregas em casa passou a ter representatividade expressiva no negócio, “Sempre oferecemos o delivery mas a experiência de consumo dentro da loja ainda era predominante, principalmente por ser uma das característica mais fortes do segmento, que exige muita orientação e direcionamento para uma compra assertiva. Nossos clientes demonstravam muito prazer em ir à loja pelas informações que recebem e para sempre conhecer as novidades. No entanto, quando o isolamento foi recomendado, colocamos uma energia adicional no atendimento por WhatsApp, e pela experiência de compra pelo Instagram e pelo site. Fizemos lives e chamadas de vídeo para levar a loja até o cliente e a equipe recebeu treinamento de como recepcionar e conduzir o atendimento nesse formato”, conta Tamara.

 

Com o distanciamento social começando a ser flexibilizado, e a reabertura da loja física, Tamara aposta no lançamento de dois novos produtos e projeta crescimento de até 30% das vendas no decorrer dos próximos meses, “Com todos os aprendizados que tivemos nos últimos meses acabamos ganhando fôlego e sustentação para projetar um crescimento de até 30% nas vendas. Para o atingimento destas metas renegociamos contratos para viabilizar a contratação de uma empresa que vai otimizar nossa plataforma online, criamos novos formatos de consumo pelo clube de assinatura e estamos lançando o projeto de revenda com a missão de levar saúde e renda a mais lugares além da nossa região”, finaliza.

 

Outras duas pesquisas da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres – ABIAD, realizadas também este ano, apontam que os suplementos estão presentes em 54% dos lares do país e que os produtos mais consumidos são os multivitamínicos, seguidos do ômega-3, fontes de minerais como cálcio e de vitaminas como a C.

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