NO MEU QUINTAL: o restaurante pernambucano que tem o acolhimento como principal ingrediente

Com clima descontraído, cardápio enxuto e cozinha de raiz regional, o Chef Luciano Amorim transformou o seu próprio quintal em um endereço certo para quem busca comida boa, memórias e acolhimento

O Chef Luciano Amorim do "NO MEU QUINTAL", o restaurante pernambucano que tem o acolhimento como principal ingrediente - Foto: Divulgação

 

Há lugares que parecem ter sido feitos para desacelerar. Cercado por plantas, cores e mesas que convidam à conversa, o No Meu Quintal Comida Boa tem na simplicidade a sua forma de receber. Mais do que um restaurante, a casa criada pelo Chef Luciano Amorim é marcada pela proximidade, pelo cuidado com os detalhes e pela sensação de estar entre amigos.

 

Foi com essa fórmula que Amorim consolidou uma proposta baseada em cozinha de raízes regionais, cardápio objetivo e serviço ágil. A combinação logo transformou o espaço em um endereço procurado por quem valoriza descobertas fora dos roteiros mais óbvios e deseja experiências marcadas pela autenticidade. Os famosos “achadinhos”.

 

NO MEU QUINTAL: o restaurante pernambucano que tem o acolhimento como principal ingrediente
No Meu Quintal Comida Boa – Foto: Divulgação

 

Da antecipação de um sonho aos planos para os próximos anos, conheça agora a trajetória e as ideias que dão forma ao Quintal, localizado em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco.

 

UM QUINTAL PARA CHAMAR DE MEU

 

Amorim, Chef e Proprietário do restaurante No Meu Quintal Comida Boa, relembra que o projeto surgiu durante a pandemia de Covid-19, motivado pela necessidade de ter uma renda extra durante o período de incertezas que atingiu o mundo todo. “Na verdade, ter um restaurante já era um desejo futuro, um sonho que foi antecipado devido à minha realidade financeira”, conta.

 

Para desenvolver o negócio, o Chef explica que se inspirou no projeto “O Mundo Lá de Casa”, um espaço gastronômico intimista localizado na Zona Norte do Recife, criado para reunir clientes e amigos em uma atmosfera de jantar servido em casa. Para isso, a iniciativa combina gastronomia, música e poesia durante a experiência, promovida exclusivamente com reservas. “A partir dessa inspiração, o No Meu Quintal nasceu para receber amigos e amigos dos meus amigos. Porém, com uma pegada mais de bistrô, sempre com reservas antecipadas”, diz.

 

NO MEU QUINTAL: o restaurante pernambucano que tem o acolhimento como principal ingrediente
Chef Luciano Amorim – Foto: Divulgação

 

Amorim compartilha também que iniciou as atividades do restaurante em 2021, com apenas 12 lugares no salão, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. E, quando a pandemia começou a se estabilizar e diversos segmentos foram voltando, aos poucos, à normalidade, ele preferiu dar uma pausa na operação. “Voltei com o restaurante em junho de 2022, já aberto ao público e com uma nova localização, agora no bairro de Candeias. Foi nesse local que consolidamos a marca, com um Quintal para chamar de meu, seu, nosso… Nessa altura, a casa funcionava apenas aos fins de semana, já com 38 lugares”, recorda.

 

Em 2025, com o projeto em crescimento, Amorim realizou uma nova mudança de endereço. O Chef levou o No Meu Quintal novamente para o bairro de Piedade e, assim, apostou em um espaço maior, com mais dias de abertura, novos horários e mais serviços. “Hoje, somos uma cozinha regional, com alguns pratos brasileiros. Mas, até nesses pratos, o toque regional não pode faltar”, ressalta.

 

OPERAÇÃO

 

Atualmente, o No Meu Quintal Comida Boa funciona nas sextas, sábados e domingos, durante o café da manhã, das 7h30 às 10h30, e no almoço, das 12h às 15h.

 

De acordo com o Chef Amorim, a casa tem como público-alvo, principalmente, pessoas que gostam de “achadinhos”, ou seja, lugares simples, fora do circuito turístico tradicional, mas com ótimo custo-benefício, comida de alta qualidade e uma experiência autêntica. “Aqui, sempre garantimos a comida boa e o serviço simpático”, orgulha-se.

 

O QUE TORNA O QUINTAL ESPECIAL

 

Para Amorim, o maior diferencial do restaurante está na descontração do atendimento, no cardápio enxuto e no tempo de entrega dos pratos. Ele também aponta a prática de preços justos como um dos destaques da casa. “Como nosso salão é um quintal, nos preocupamos muito com a organização e a limpeza do espaço. Queremos que o cliente se sinta abraçado, acolhido, sem luxo, mas com muito carinho para oferecer”, completa.

 

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COMIDA BOA

 

Quando o assunto é o cardápio do restaurante, Amorim revela que decidiu apostar em um menu curto e simples, porém bem-feito, com sabor, qualidade e temperatura. “Apostamos em um cardápio enxuto, para que, dessa forma, o nosso serviço seja rápido e os clientes entendam o motivo de termos poucas opções.”

 

NO MEU QUINTAL: o restaurante pernambucano que tem o acolhimento como principal ingrediente
Café da manhã No Meu Quintal Comida Boa – Foto: Divulgação

 

O Chef divide ainda que a estratégia rende um ótimo retorno ao negócio. “A procura pelo nosso espaço é motivante, principalmente, aos domingos.”

 

Na casa, o ticket médio, por pessoa, gira em torno de R$ 65, no horário do almoço.

 

CARRO-CHEFE

 

Com uma freguesia íntima, que costuma manter uma boa troca com o Chef e os funcionários, fica até fácil para Amorim eleger as receitas queridinhas do público. À Rede Food Service, ele destaca dois pratos como os grandes campeões de vendas. São eles: o Arrumadinho de Sol e o Arroz do Mar.

 

NO MEU QUINTAL: o restaurante pernambucano que tem o acolhimento como principal ingrediente
Arrumadinho de Sol, No Meu Quintal Comida Boa – Foto: Divulgação

 

E não é para menos. Os pratos reúnem elementos regionais, inspirações clássicas, mas com um toque de identidade que os torna únicos. “Nosso Arrumadinho de Sol, por exemplo, é uma releitura do arrumadinho tradicional de charque. O nosso leva cubos de carne de sol acebolada, farofa de cuscuz com bacon, feijão fradinho com manteiga de garrafa, vinagre com maxixe e cubos de queijo empanado”, detalha.

 

Já o arroz citado por Amorim tem em sua receita frutos do mar regionais, com pedaços de polvo, peixe, anéis de lula, marisco e mexilhões, sendo tudo isso envolvido em um molho de moqueca de coco fresco com dendê. “É difícil resistir!”, garante.

 

EXPECTATIVAS PARA 2026

 

Amorim partilha que, este ano, está sendo bastante desafiador para a operação, “mas com muito trabalho, estamos sobrevivendo e ganhando mais corpo.”

 

Inclusive, o Chef explica que tem planos para um futuro próximo e que a previsão é que, no segundo semestre de 2026, o No Meu Quintal Comida Boa passe a operar em mais dias da semana. “Estamos instalados em uma região que está ganhando mais comércio. É um bom momento para expandir o atendimento”, aposta.

 

Entre as conquistas alcançadas pelo restaurante em 2026 está a participação, pela primeira vez, no Comida di Buteco, um dos mais importantes concursos de petiscos e cultura de bar do Brasil e que serve como uma grande vitrine para os negócios participantes. “Foi ótimo estar na disputa. Com isso, conhecemos novos rostos e estabelecemos novas conexões. Isso impulsiona o negócio, a vontade e a criatividade para fazer mais e melhor.”

 

ENTRE CHEF, ANFITRIÃO E GESTOR

 

Amorim destaca que estar presente na cozinha, no salão e nos bastidores do negócio, tudo ao mesmo tempo, não é uma tarefa fácil, porém, o que se percebe é que foi essa postura dinâmica, simpática e acolhedora que o ajudou a consolidar a marca, a fidelizar os clientes e a construir uma identidade forte e própria para o No Meu Quintal.

 

NO MEU QUINTAL: o restaurante pernambucano que tem o acolhimento como principal ingrediente
No Meu Quintal Comida Boa – Foto: Divulgação

 

“É um desafio muito grande estar em várias atividades ao mesmo tempo. Hoje, eu consigo administrar bem essas funções, mas com o crescimento do espaço terei que mudar um pouco essa rotina que eu amo. Essa é minha meta pessoal. Me sinto muito bem em todas essas funções, e isso é repassado para os clientes e amigos que entram no quintal da minha casa”, avalia.

 

RECEITA PARA O SUCESSO

 

Para os empreendedores que estão pensando em entrar no ramo da alimentação fora do lar, Amorim deixa uma reflexão: “quando alguém escolhe um lugar para comer fora de casa, esse lugar não pode tratar essa pessoa como um número. O cliente tem que ser tratado como alguém que nos deu a honra de recebê-lo em nosso espaço, sempre com muito carinho e respeito”, assinala.

 

Para ele, a autenticidade, o afeto e o respeito com que a comida e o serviço são feitos em um restaurante são os pilares para a construção de um negócio saudável, com vida longa e propósito.

 

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Anna Katia Cavalcanti
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Jornalista formada em Comunicação Digital, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Marketing Digital e Mídias Sociais. Atua como repórter, assessora de imprensa e social media. Tem passagens pelas editorias de Cultura, Cidades e Online do jornal Diario de Pernambuco e acumula participações em projetos editoriais e institucionais.

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