MANDUQUE: o negócio food service em que poucos pratos, poucos funcionários e muito controle fazem toda a diferença

Localizada em São Paulo, a casa de massas oferece um cardápio enxuto, equipe compacta e decisões estratégicas bem definidas, o que simplifica a sua operação e potencializa os seus resultados

Chef Mariane Suemy Adania comanda o Manduque - Foto: Elvis Fernandes

 

Você já ouviu falar que, algumas vezes, menos é mais?

 

No setor food service, que é bastante conhecido pela sua alta complexidade operacional, essa ‘premissa’ também pode ser uma boa pedida. Afinal, nesse contexto quase que na contramão da maioria dos estabelecimentos de alimentação fora do lar, está a Manduque: uma casa de massas em que poucos pratos, poucos funcionários e muito controle fazem toda a diferença.

 

Inclusive, esse é o tripé que sustenta o crescimento do negócio, que é localizado dentro do Mercado de Pinheiros, no bairro Pinheiros, em São Paulo, capital, sendo comandado pela Chef Mariane Suemy Adania, formada em Gastronomia e que divide a sociedade e as decisões com Ana Paula Sater.

 

Em entrevista exclusiva à Rede Food Service, Adania conta que a casa de massas oferece um cardápio enxuto, equipe compacta e decisões estratégicas bem definidas, o que simplifica a sua operação e potencializa os seus resultados. Além disso, partilha que, desde o começo, ela e a sócia entenderam que não queriam um cardápio grande demais, nem uma operação inflada, já que, na visão delas, quanto mais simples a estrutura, mais fácil manter padrão, qualidade e controle. “Nos inspiramos nas trattorias italianas, que oferecem comida de qualidade em um ambiente despojado e aconchegante”, compartilha Adania.

 

Nesse contexto, QUAL TAL CONHECER MAIS SOBRE A HISTÓRIA E DIFERENCIAIS DE OPERAÇÃO DA MANDUQUE?

 

É só conferir abaixo:

 

  • A ORIGEM DA MANDUQUE
  • A OPERAÇÃO ENXUTA DA MANDUQUE
  • O CARDÁPIO MENOS É MAIS DA MANDUQUE
  • PERFIL DE CLIENTE DA MANDUQUE
  • PLANOS PARA O FUTURO DA MANDUQUE
  • DICAS PARA TER SUCESSO NO ATUAL MERCADO FOOD SERVICE

 

A ORIGEM DA MANDUQUE

 

A partir de um investimento de R$ 400 mil, a história da Manduque começou em 2022, quando Adania e a sócia conseguiram um espaço no Mercado de Pinheiros. “Naquela época, nós nos perguntamos: o que falta na região? Queríamos que fosse algo atemporal e, por isso, depois de muitas conversas e troca de ideias, optamos pela casa de massas”, relembra.

 

MANDUQUE: o negócio food service em que poucos pratos, poucos funcionários e muito controle fazem toda a diferença
O Restaurante Manduque em Pinheiros – SP – Foto: Divulgação

 

A empresária relata que o negócio começou a operar mesmo em 2023, “em um espaço pequeno, com poucas mesas para aproximadamente 20 pessoas. Mas, hoje, temos um salão maior com 45 lugares e, desde então, o número de clientes que buscam o local para almoçar tem crescido, assim como a procura por massas para preparar em casa”, comemora.

 

A OPERAÇÃO ENXUTA DA MANDUQUE

 

Como já adiantado, a operação da Manduque é enxuta, sendo que a sua equipe é composta por apenas sete pessoas, número esse pensado para garantir proximidade na gestão e alinhamento constante entre todos. “Nós servimos pratos para consumir no local e também oferecemos massas e molhos para preparar em casa. No restaurante, ainda temos um pequeno empório com diversos produtos gastronômicos como azeites, cafés e livros”, apresenta Adania.

 

MANDUQUE: o negócio food service em que poucos pratos, poucos funcionários e muito controle fazem toda a diferença
Manduque – Divulgação

 

A empresária explica também que “somos um mix de restaurante e empório, mas a nossa prioridade é o restaurante. Como estamos dentro do mercado, também atendemos clientes que procuram insumos para preparar algo em casa. Para esse público, temos a opção do empório, no qual vendemos massas frescas, molhos e outros produtos gastronômicos”, esclarece.

 

Atualmente, a Manduque funciona de segunda à sábado, das 10h30 às 18h. “De manhã, é um movimento mais tranquilo. E, durante o período de almoço, entre meio dia e 15h, temos o maior movimento por causa do atendimento no salão. Após esse horário, o nosso foco é a venda de massas para preparar em casa e itens do empório”, informa Adania.

 

O CARDÁPIO MENOS É MAIS DA MANDUQUE

 

Em conformidade com a sua operação enxuta, o cardápio da Manduque pode ser entendido pela ‘premissa’ de menos é mais. Ou seja, estrategicamente, oferta poucas opções, o que facilita todos os serviços do estabelecimento, em especial o de cozinha. “Optamos por oferecer um cardápio mais enxuto que mesclasse receitas clássicas com influências de diferentes gastronomias. E o nosso carro-chefe é a Caramelli, que é uma massa recheada com queijo de cabra e maçãs cozidas no hidromel”, divulga Adania.

 

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PERFIL DE CLIENTE DA MANDUQUE

 

Outro grande diferencial e exemplo concreto de que uma operação food service menor apresenta várias vantagens é o atual perfil de cliente da Manduque, que, de acordo com Adania, é eclético e, por muitas vezes, fiel. “Por estar localizado em uma área comercial, atendemos muitas pessoas que trabalham na região durante a semana. E, em geral, são clientes que procuram uma refeição rápida. Já no final de semana, recebemos clientes acompanhados da família ou de amigos que procuram uma refeição mais longa e completa”, pontua a empresária.

 

PLANOS PARA O FUTURO DA MANDUQUE

 

Mesmo com uma boa resposta de público e vendas, os planos para o futuro da Manduque são estudados com cautela por Ardania e a sócia.

 

MANDUQUE: o negócio food service em que poucos pratos, poucos funcionários e muito controle fazem toda a diferença
A Chef Mariane Suemy Adania – Foto: Elvis Fernandes

 

Nesse sentido, a empresária desvenda que, para este ano de 2026, elas planejam “reformarmos o salão da casa de massas, bem como implementarmos o serviço de delivery”, revela.

 

DICAS PARA TER SUCESSO NO ATUAL MERCADO FOOD SERVICE

 

Para Adania e toda a sua experiência junto à Manduque, o segmento food service hoje em dia “é um ramo difícil de trabalhar, pois cada detalhe faz a diferença entre lucro e prejuízo. Os produtos são perecíveis e podem estragar, se forem mal manipulados. Além disso, o investimento inicial é alto e o retorno demora. Mas, com dedicação, é possível prosperar”, acredita.

 

Dessa forma, ainda segundo a empresária, para ter sucesso no ramo de alimentação fora do lar hoje em dia “é imprescindível o treinamento de colaboradores de todos os setores. Os funcionários precisam saber a melhor maneira de manipular os insumos, tanto em questão de desperdício, quanto de segurança alimentar, para que não haja nenhum tipo de contaminação. Outro item essencial é o atendimento, pois a maneira que o seu colaborador recebe os clientes também é uma forma de se destacar”, aconselha.

 

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