Para a Chef Patrícia Cecere, de 42 anos, a vida é como um gelato: precisa ser saboreada intensamente, antes que derreta! E a comparação não é apenas uma frase de efeito, mas um reflexo da trajetória da Consultora especialista em gelatos que transformou a paixão em profissão e construiu uma carreira sólida ao redor dessa iguaria italiana.
POR TRÁS DA PROFISSIONAL
Nascida em São Caetano do Sul e criada em São Paulo, capital, a Chef Cecere, hoje, mora sozinha na capital paulista, mas mantém o hábito de estar sempre próxima da família, que vive no interior do Estado.

Com família italiana, Cecere cresceu em uma casa em que a cozinha era o coração do lar. “Desde a infância, o universo da gastronomia esteve presente na minha vida”, relembra ela, que, aos cinco anos, já auxiliava a mãe e a bisavó no preparo das refeições, um hábito familiar que cultivou desde cedo o gosto pela culinária no coração da Chef.
AMOR PELOS GELATOS
Por causa das raízes italianas, Cecere sempre viajou ao país europeu para visitar os seus parentes. E foi ao longo dessas viagens que o seu interesse pelo mundo do gelato artesanal foi despertado.

Não demorou para que a Chef buscasse conhecimento. Formada em Gastronomia em 2003 pela Anhembi Morumbi, Cecere se especializou em Gelato Artesanal na Itália, com cursos realizados na Scuola Permanente Internazionale di Gelateria e Pasticceria Artigianale Fabbri Master Class, localizada em Bolonha, capital da região da Emília-Romanha, conhecida por sua rica história e gastronomia.
Hoje, Cecere define a sua atuação no segmento de gelatos como uma busca constante pela excelência, “prezando sempre pela utilização de produtos de qualidade e alta performance.”
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TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
A Chef revela que, durante a universidade, já atuava em restaurantes. “Após formada, me tornei uma das Chefs do Grupo Melia Hotéis, comandando a cozinha do Hotel Tryp Nações Unidas, em São Paulo”, recorda.
Porém, a paixão pelo gelato falou mais forte e foi nesse período que Cecere deixou o emprego fixo que havia conquistado no Brasil e seguiu para a Itália em busca de especializações relacionadas ao gelato.

Ainda assim, segundo a Chef, o sonho de trabalhar com a sobremesa artesanal italiana foi adiado por mais um tempo. “Ao voltar, a minha ideia era abrir uma gelateria, porém, em 2007, a cultura do gelato no Brasil ainda era muito tímida. Então, posterguei o sonho de abrir um negócio na área e passei a atuar em algumas indústrias de alimentos, como Chef Consultora de Produtos”, explica.
Nessa função, o papel de Cecere era, de forma prática, apresentar linhas de produtos aos clientes, mostrando as suas aplicações e encaixando os produtos às receitas dos estabelecimentos. “Com essa atividade, eu passei pela Liotécnica e Vigor Alimentos até ser convidada para atuar como Vendedora Técnica da Fabbri, uma das maiores indústrias italianas especializada em matéria-prima para Gelateria e Confeitaria.”

Desde então, a Chef se dedica a atender aos clientes desse mercado aqui no Brasil, indo além de só vender os produtos da marca para produção de gelatos.
Atualmente, Cecere também presta toda consultoria necessária, o que vai desde o projeto de abertura de uma gelateria, até o desenvolvimento de receitas, treinamento de equipe, inauguração do estabelecimento e suporte pós-abertura, com novas ideias de sabores seguindo as tendências do mercado. Inclusive, em sua área, a Consultora especialista já participou, em parceria com clientes, da criação de vários sabores de sorvetes, sendo que dois se destacam em sua trajetória: “o picolé de Iogurte com Amarenas, do Rochinha, e o gelato COP+, da Gelateria Damazônia, que é um gelato à base de cumaru, geleia de bacuri e crocante de castanha do Pará, desenvolvido especialmente para homenagear a COP30, que acontece este ano em Belém do Pará”, orgulha-se.
DIA A DIA DA ESPECIALISTA
No mercado de Gelateria e Sorveteria, Cecere também faz representação comercial de algumas marcas ligadas a esse segmento. “Atendo grandes contas, como Bacio di Latte e Sorvetes Rochinha, entre outras marcas. Atuo em parceria com esses clientes no projeto de desenvolvimento de novos sabores, utilizando os produtos da Fabbri, marca que atualmente represento”, explica ela sobre o dia a dia profissional.

Na opinião da especialista, seu grande diferencial como profissional – além de ter todo o conhecimento necessário sobre como fazer um gelato, desde sua base até a exposição final – está em sua expertise de vendas. “Isso é algo que auxilia e dá ao cliente segurança sobre o assunto. Inclusive, recentemente, recebi um feedback de uma contratação que reforça essa posição.”
De acordo com a Consultora, a mensagem afirmava que, além de conhecer profundamente o mercado, seus bons contatos e clientes foram fundamentais no processo, o que a torna uma profissional pronta para atuar do início ao fim do negócio, não só na parte comercial, mas também na aplicação do produto.
PLANOS E PROJETOS
Com quase 20 anos de experiência na área, Cecere revela que, no futuro, sonha em abrir uma gelateria própria. “O mercado brasileiro está mais desenvolvido e, hoje, eu também estou mais experiente. Tenho a certeza que o dia que isso ocorrer será um sucesso”, faz votos.
VISÃO DE MERCADO
Para Cecere, o mercado de gelato no Brasil tem demonstrado um crescimento consistente. “Essa expansão vem impulsionada por tendências de consumo mais sofisticadas e pela busca por produtos artesanais de alta qualidade”, aponta.
CURIOSIDADES
Cecere abre ainda o baú e revela algumas curiosidades do segmento de getatos. Ela, que atua há mais de 10 anos na Fabbri, uma das principais indústrias de matéria-prima para gelaterias, explica que há um vaso da marca bastante cobiçado pelos clientes, isso porque quando uma gelateria possui a peça em questão exposta, entende-se que aquele estabelecimento trabalha com produtos de qualidade. “A história desse vaso é centenária. Tudo começou quando Rachele Fabbri, esposa de Gennaro Fabbri, fundador da marca, criou a receita original das amarenas – cerejas silvestres em calda -, que conquistou o paladar da Itália. Para homenageá-la, o seu marido a presenteou com um elegante vaso de cerâmica branco e azul, criado pelo mestre ceramista Riccardo Gatti, de Faenza, justamente para armazenar as cerejas, pois se tratava de uma receita única e exclusiva”, conta.
Após a sua criação, o pote rapidamente se tornou um símbolo da Fabbri, unindo tradição, arte e sabor. “Mais que uma embalagem, esse vaso é um ícone de design italiano reconhecido no mundo todo.”
Vale ressaltar que o vaso não é vendido diretamente. Para adquiri-lo, o cliente deve comprar e fazer uso da marca Fabbri, principalmente, da amarena em caldas. “Claro que existem algumas regras para a conquista da peça. Os clientes realmente precisam se enquadrar nos quesitos de utilização para, assim, serem presenteados com o vaso. É isso que torna o item tão concorrido”, esclarece.
DICA DA CHEF
Para os profissionais da gastronomia que sonham em trilhar os caminhos do gelato artesanal, Cecere deixa um aviso: “fazer gelato é um ato de paixão. É experimentar, ajustar proporções, testar combinações inesperadas e, muitas vezes, resgatar receitas tradicionais que carregam memórias afetivas. Fazer um bom gelato, vai muito além de misturar ingredientes e congelá-los. É uma verdadeira arte que combina tradição, técnica e sensibilidade. Precisa de muito estudo e dedicação”.
Por fim, a Chef assinala que a consistência, a qualidade e o sabor do produto, todos combinados, são a chave para o sucesso. “O cliente só volta se o gelato estiver sempre perfeito”, avisa.
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Anna Katia Cavalcanti
Jornalista formada em Comunicação Digital, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Marketing Digital e Mídias Sociais. Atua como repórter, assessora de imprensa e social media. Tem passagens pelas editorias de Cultura, Cidades e Online do jornal Diario de Pernambuco e acumula participações em projetos editoriais e institucionais.
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Uma resposta
Essa Chef Patricia Cecere é um ícone no ramo que atua, poucos teriam essa coragem ainda mais no Brasil de tradições tão pitorescas…
Parabéns pela iniciativa e sucesso é isso atingir o objetivo com a adversidade