Rede Divino Fogão leva a comida da fazenda diretamente para a mesa dos clientes

Em expansão, a marca aposta nas cozinhas invisíveis focadas no delivery e em novas operações em praças de alimentação

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Conhecida em todo o Brasil, a Divino Fogão entrou em operação no mercado de food service em 1984, inovando ao adotar uma estratégia que funciona até hoje: servir pratos variados e cheios de sabor, todos eles com DNA típico da fazenda. Atenta às tendências e preferências do público, a rede também se renovou ao longo das suas quase quatro décadas de atividades, adicionando, por exemplo, pratos veganos e vegetarianos ao menu.

 

Uma coisa que não muda é o reconhecimento nacional pela qualidade dos produtos e pelo sabor genuinamente brasileiro dos pratos.

 

Com mais de 200 pontos de vendas, a Divino Fogão prevê um aumento de 15% no seu faturamento em 2023. Em expansão, a franquia ainda revela planos para a abertura de 20 cozinhas invisíveis e 12 novas operações em shopping centers.

 

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Surgimento

 

A ideia de montar o primeiro restaurante surgiu quando o empresário Reinaldo Varela, natural de Mirandópolis, no interior de São Paulo, veio estudar na capital paulista. Ele, que hoje atua como presidente da rede Divino Fogão, relembra que na época sentia falta do cheiro e do sabor das comidas que fizeram parte da sua infância e adolescência.

 

Foi assim que, em 1984, foi inaugurado o restaurante São Paulo I, em Pinheiros, se estabelecendo em um local que lembrava uma legítima casa de fazenda do interior paulista, com projeto assinado pelo arquiteto Renato Marques de Oliveira.

 

Rede Divino Fogão leva a comida da fazenda diretamente para a mesa dos clientes
Divino Fogão – Divulgação – RFS

 

Varela conta que, como o ponto era próximo a muitos prédios comerciais, rapidamente o negócio se tornou uma boa alternativa de alimentação e lazer para os que trabalhavam na região. “Fora do período comercial, à noite, era comum que as pessoas se reunissem no restaurante para ouvir música de viola, comer porções e petiscos e, ainda, falar sobre rally, um esporte pelo qual eu sou apaixonado até hoje”, conta Reinaldo, que costuma participar de competições da modalidade automobilística com seus três filhos. “Sempre brinco que o rally é minha profissão e o Divino Fogão é meu hobby”, diverte-se.

 

Em 1992, Reinaldo já atuava ao lado de sua esposa, Nani Scaburi Varela, que o ajudou a impulsionar o negócio. “Assim recebemos um convite para montar uma loja do São Paulo I no Shopping Eldorado, em São Paulo”, explica. A nova casa foi inaugurada já com o estilo que as unidades seguem até hoje: balcão grande, em estilo colonial, um fogão à moda antiga, uma grande coifa de cobre sobre o fogão, muitas panelas de barro e, na parede, azulejos portugueses.

 

Na praça de alimentação do mall, cheia de redes de fast food, o São Paulo I logo se tornou uma grande atração. “Acredito que o sucesso tenha ocorrido justamente porque o restaurante proporciona uma alimentação presente no dia a dia dos brasileiros”, afirma.

 

Dois anos depois, em 1994, o casal Varela entrou no ramo das franquias, o que gerou mudanças. Com a expansão da rede para além do estado de São Paulo, foi lançado um concurso cultural com o objetivo de dar um novo nome à marca. Foi uma moradora de Campinas, no interior do estado, que sugeriu a denominação Divino Fogão. “Ela ganhou o concurso e recebeu um carro 0 km”, conta o fundador e presidente da franquia, Reinaldo Varela.

 

Funcionamento da rede

 

Presente em todas as regiões do Brasil, a Divino Fogão é um negócio esquematizado para operar em praças de alimentação de shopping centers, possuindo, atualmente, mais de 200 pontos de vendas, entre restaurantes localizados em malls e, mais recentemente, cozinhas invisíveis. Com um buffet diversificado, o cardápio de todas as lojas da rede conta com dois temperos principais, que são o Divino Seco e o Divino Verde, exclusivos da marca. “Buscamos a padronização. A ideia é que as comidas servidas em todos os estabelecimentos da rede tenham o mesmo sabor. Não utilizamos coentro, nem pimenta. Tudo aquilo que pode ser controverso ao paladar não é utilizado no tempero principal”, revela Varela.

 

O empresário ainda explica que toda a comida da rede é feita diariamente, o que permite que os pratos servidos mantenham seu frescor e sabor.

 

Principais diferenciais

 

Quando o assunto são as características que destacam a Divino Fogão no mercado de food service, Reinaldo Varela cita como primeira aposta o menu da rede. “A Divino Fogão oferece um amplo buffet com diversas opções de pratos, todos eles com o DNA inconfundível e saboroso da fazenda”, conta.

 

Rede Divino Fogão leva a comida da fazenda diretamente para a mesa dos clientes
Divino Fogão – Divulgação – RFS

 

O frescor dos ingredientes e as receitas preparadas diariamente também são pontos destacados pelo presidente da marca. “Buscamos oferecer aos clientes um momento de conexão com suas memórias afetivas ao saborear a comida feita em nossos restaurantes, com temperos exclusivos da marca”, diz.

 

O buffet

 

Segundo Varela, o menu da Divino Fogão pode ser definido como um cardápio de “fazenda moderna”. Ele explica: “ao longo dos anos, a rede precisou ir se adaptando, aos poucos, para acompanhar as mudanças da população e os novos hábitos alimentares. Hoje, por exemplo, nós temos vários pratos veganos e vegetarianos, e mantemos diversas receitas com carnes. Tudo feito para agradar a todos. Na rede, respeitamos todos os paladares”.

 

O presidente reforça que, para além das diferenças, o mais importante é que todos os clientes comam uma comida saudável e fresca nas casas da Divino Fogão.

 

Momento de mercado e planos para 2023

 

Avanço. Essa é a palavra que melhor descreve o momento atual da Divino Fogão. De acordo com Varela, em termos de faturamento, a expectativa é que este ano a rede cresça 15% mais do o registrado em 2022, porém ele não revela os valores.

 

Rede Divino Fogão leva a comida da fazenda diretamente para a mesa dos clientes
Divino Fogão – Divulgação – RFS

 

Também estão previstas a abertura de mais 20 cozinhas invisíveis até o final do ano, além de 12 novas operações em shopping centers. O presidente da marca destaca também que uma das metas de 2023 é focar no delivery. “Percebemos que na Divino Fogão o serviço de entrega continua muito forte e em crescimento, diferente de outras redes que estagnaram ou diminuíram a oferta. Inclusive, esse canal de vendas é tão forte que nós temos um grupo de trabalho especializado com dez pessoas exclusivas para o delivery”, conta.

 

Modelo de negócios

 

De acordo com Reinaldo Varela, para seguir com o processo de franquia, a empresa pede para que os interessados tenham o capital completo para o investimento. “Se ele não tiver, orientamos que ingresse na rede como sócio de alguma operação em conjunto com outro investidor”, explica. O presidente da marca ainda conta que, geralmente, os investidores da Divino Fogão já possuem experiência no setor de alimentação, porém, esse não é um requisito fundamental para fazer parte da franquia. “Até porque damos todo o treinamento necessário para que a abertura e o funcionamento do negócio sejam feitos da forma correta. Os franqueados operam o restaurante junto com um time de cozinheiros, gerente e atendentes para que seja ofertada ao cliente uma experiência completa e diferenciada”.

 

Em 2022, a rede conquistou o selo de excelência em franchising da Associação Brasileira de Franchising (ABF) e também foi considerada como uma das melhores franquias do Brasil pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

 

Raio X da rede

 

Hoje, para abrir uma unidade da Divino Fogão é necessário um investimento inicial de, no mínimo, R$ 800 mil. A taxa de franquia corresponde a R$ 80 mil e o capital de giro é de R$ 50 mil. Os royalties são de 4% sobre o faturamento mensal e a taxa de publicidade é de 1%.

 

As unidades precisam de um espaço mínimo de 36 m². Em média, cada operação demanda a contratação de 14 funcionários. O faturamento bruto mensal é de R$ 220 mil, com lucro líquido variando entre 15% e 18%. O prazo de retorno do investimento ocorre em até 36 meses e o contrato tem prazo de cinco anos.

 

Também é possível se tornar um licenciado da Divino Fogão através de operações de dark kitchen, modelo que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de alimentação fora do lar por ser focado nas vendas via delivery. Na operação, o investimento inicial é de R$ 17,5 mil, que correspondem ao uso da marca, embalagem, marketing, treinamento e compra de insumos. No modelo, que demanda a contratação de apenas dois funcionários, o retorno do investimento ocorre em até seis meses.

 

Formas de contato

Os interessados em abrir uma franquia da Divino Fogão podem entrar em contato com a marca pelo telefone (11) 3811.1560 ou através do site: www.divinofogao.com.br/franquias/

 

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Anna Katia Cavalcanti
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Jornalista formada em Comunicação Digital, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Marketing Digital e Mídias Sociais. Atua como repórter, assessora de imprensa e social media. Tem passagens pelas editorias de Cultura, Cidades e Online do jornal Diario de Pernambuco e acumula participações em projetos editoriais e institucionais.

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