Você já ouviu falar em cooler de vinho gaseificado? Trata-se de uma bebida leve e saborosa que chama a atenção do público por ser extraída, gelada, na pressão das chopeiras. O produto, que costuma ser chamado informalmente de chopp de vinho pelos consumidores, está cada vez mais popular no mercado, fazendo sucesso, principalmente, durante os meses mais quentes do ano entre os apreciadores de bebidas alcoólicas refrescantes e, porque não dizer, exóticas.
Ciente do fato e com ampla visão de mercado, fabricar e vender cooler de vinho gaseificado foi a aposta do empresário carioca Eduardo Campana, quando ele decidiu viver em outro estado ao lado da família.
Apaixonado por Pernambuco, estado localizado na região Nordeste do Brasil e com mais de 16 anos de experiência no ramo de bebidas, foi assim que, em 2018, Eduardo iniciou as atividades da Alamoa, uma fábrica especializada na produção de cooler de vinho gaseificado.
E a aposta tem dado certo! Em quase cinco anos de atuação, a empresa já aumentou seu mix de produtos, ampliou o raio de distribuição para outros estados nordestinos e agora planeja uma grande expansão fabril. Para 2023, previsão de crescimento de até 25% em produção e faturamento.
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O nascimento da Alamoa
Eduardo Campana, sócio-diretor da Alamoa, revela que a empresa foi fundada em 2017, mas só iniciou suas atividades em 2018. O negócio nasceu a partir de um sonho de mudança de vida e estado. “Somos cariocas, naturais do Rio de Janeiro, e durante viagens de férias para o Nordeste, mais especificamente para Recife, em Pernambuco, vislumbramos a ideia de montar um negócio para que pudéssemos viver no estado. A partir disso começamos a analisar o mercado”, explica.
De acordo com ele, a vida noturna intensa e a potente boêmia dos pernambucanos lhe indicaram o caminho. “Com isso em mente, identificamos que ainda não existia nenhuma marca de cooler de vinho gaseificado amplamente consumida no mercado local. Vimos aí uma oportunidade de lançar um produto que poderia se beneficiar de uma grande estrutura e do meu know-how de 16 anos de experiência no mercado de chopps e bebidas em geral, a maior parte delas ligadas a vinhos e uvas”, conta Eduardo.

O nome da empresa também foi definido a partir de pesquisas de mercado. “Percebemos o quão bairrista o pernambucano é. Então a proposta era encontrar um nome que de alguma forma gerasse identificação e representatividade”, explica ele. Ao pesquisar adjetivos e termos da linguagem formal e informal, o empresário descobriu a lenda folclórica da Alamoa, originada da Ilha de Fernando de Noronha. Na história, uma criatura feminina seduz marinheiros e pescadores desavisados nas praias do arquipélago. “A lenda é linda e se conecta com nossa estratégia de marketing. Do mesmo jeito que a Alamoa seduz viajantes e andarilhos com sua beleza para depois aprisioná-los, nossa intenção é seduzir clientes e mantê-los cativos pelo sabor e qualidade das nossas bebidas”.
Atualmente, a Alamoa está situada no bairro da Imbiribeira, no Recife. Uma localização definida estrategicamente por estar próxima à praia e ao aeroporto da cidade. “Pensamos numa região que facilitasse o escoamento da produção”, diz Eduardo. E a tática tem funcionado. Apesar de ter começado as operações no Recife, hoje a Alamoa já abastece os estados de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte, com previsão de novas expansões.
A bebida
Com baixo teor alcoólico (cerca de 4,2%), a composição do cooler de vinho gaseificado costuma ser simples, levando vinho de mesa – geralmente tinto ou branco –, suco e gás. Os sabores costumam ser doces e frutados e a temperatura ideal para o consumo fica entre 8º C e 10º C, o que traz refrescância e intensifica o sabor e o aroma da bebida. Versátil, o cooler de vinho gaseificado pode ser tomado puro ou mesmo utilizado para fazer drinks.

Os consumidores costumam chamar, informalmente, a bebida de ‘chopp de vinho’, mas vale reforçar que, ao contrário do que o nome sugere, no caso da Alamoa, não se trata de uma mistura do vinho com o chopp comum. O colarinho – tão característico dos chopps e visto no cooler de vinho gaseificado – é gerado pela pressão das torneiras no momento da extração das chopeiras, isso provoca espuma e um sabor diferenciado, ao mesmo tempo em que preserva as propriedades mais puras da bebida.
Produtos e fabricação
A produção do cooler de vinho gaseificado da Alamoa é feita em Pernambuco. Porém a matéria-prima utilizada vem de uma fazenda própria localizada na Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul. Manter um cultivo próprio, de acordo com Eduardo Campana, possibilita um maior controle na produção da bebida. “Dessa forma temos como supervisionar a plantação, o que nos dá a garantia de que todas as uvas utilizadas na bebida vêm da mesma terra que nos forneceu a primeira uva, lá em 2018. Assim, não temos nenhum tipo de alteração ou modificação na qualidade do produto”.
Eduardo reforça que, na prática, manter uma produção própria garante que determinadas características sejam impregnadas e mantidas no produto final, o que não aconteceria caso a matéria-prima viesse de diferentes produtores. “A uva poderia vir com notas e características diferentes devido a diversos fatores, como o clima, o terroir, o processo de transformação para o vinho… Em nossa fazenda retiramos as uvas dos cachos e realizamos o processo de fermentação para que a fruta se transforme em vinho. Outra parte dela é transformada em um concentrado de uva. Esses produtos são transportados através de caminhões-tanques e em Pernambuco fazemos a manipulação, o que passa pelo processo de junção desses produtos, refrigeração, carbonatação e envase da bebida”, esclarece.

Os produtos, atualmente, estão disponíveis para os clientes em garrafas pets de 300 ml, garrafas de vidro de 500 ml e em barris de 20 litros. “Engraçado que desde 2018 nosso carro-chefe de vendas é a bebida vendida em garrafas pets. Essa foi nossa primeira embalagem e ainda hoje é o modelo mais procurado pelos consumidores. O que contraria uma visão de mercado que define que, por razões culturais, há uma rejeição aos produtos em garrafa pet, pois o público pode entender que se trata de algo de baixa qualidade”.
Atualmente, os produtos da Alamoa estão presentes em mais de 600 pontos de vendas da Região Metropolitana do Recife, podendo ser encontrados pelos consumidores finais em grandes, médios e pequenos supermercados, bares e restaurantes. “Os comerciantes compram na Alamoa e fazem com que o produto chegue ao público”.
Planos de expansão
A Alamoa iniciou as atividades com o cooler de vinho gaseificado, mas o sucesso foi tanto que hoje o produto já ganhou um irmão mais novo. Trata-se de uma versão da bebida feita com suco concentrado de abacaxi e vinho branco de mesa suave, batizado comercialmente como Abacachopp, produto que promete atrair o público que gosta de novidades e de sabores tropicais. “São os clientes que acabam definindo os nomes dos produtos e sempre escolhem termos bem interessantes. Em nossa opinião, até mais legais do que as nomenclaturas oficias”, diz o sócio-diretor da Alamoa.

A chegada do produto pode marcar uma nova fase da empresa, que analisa a possibilidade de ampliar a estrutura fabril atual, montando um novo espaço em Pombos, cidade localizada no interior de Pernambuco, conhecida como a Terra do Abacaxi. “Estamos verificando a possibilidade de montar uma fábrica até quatro vezes maior do que nossa atual estrutura. A ideia é trabalharmos com extração do suco do abacaxi em parceria com produtores de Pombos, o que deve levar o nome da empresa e da cidade para outro patamar”, revela.
Para Eduardo, ao analisar a história construída pela Alamoa, uma coisa fica clara. “Estamos sempre em movimento, buscando a expansão. Desde o início, projetamos planos de crescimento, primeiro com a ampliação dos tipos de embalagens, agora com um novo produto, futuramente com novas instalações”, diz. O sócio-diretor ainda revela que para 2023 a perspectiva é que a empresa cresça de 18% a 25% em produção e faturamento.
Visão de negócio
Eduardo Campana enxerga o cooler de vinho gaseificado como um produto de grande potencial no mercado alcoólico. “É uma bebida que ainda está em fase de crescimento e adaptação. Um dos nossos principais obstáculos é vencer o preconceito e a resistência de quem ainda não provou o produto. Por vezes, o nome chopp de vinho passa a impressão de que se trata de uma mistura entre a cerveja e o vinho, então algumas pessoas ainda evitam experimentar, porque acreditam que o resultado posterior será uma grande ressaca. É uma resistência que temos que vencer. Inclusive, todos os consumidores da bebida podem confirmar que não existe ressaca, pois se trata de uma bebida leve, refrescante e que agrega valor. Então, passada essa primeira barreira, temos no horizonte um mercado cheio de potencial para explorar, no Brasil e até mesmo no exterior”.
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Anna Katia Cavalcanti
Jornalista formada em Comunicação Digital, com habilitação em Jornalismo, e pós-graduada em Marketing Digital e Mídias Sociais. Atua como repórter, assessora de imprensa e social media. Tem passagens pelas editorias de Cultura, Cidades e Online do jornal Diario de Pernambuco e acumula participações em projetos editoriais e institucionais.
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Uma resposta
Esse campana é f. Parabéns pelo sucesso deste produto maravilhoso . Parabéns…