Sempre sonhou em trabalhar com alimentação ou já trabalha e está na fase de fomentar o seu negócio food service? Então, hoje, nós da Rede Food Service temos uma dica para lá de Mão na Massa para você: produza e venda pudim!
Mas, agora, você deve estar se perguntando: como assim?
E a gente te responde: simples assim, já que, hoje em dia, o pudim é uma sobremesa que desperta memórias afetivas e sustenta famílias no food service brasileiro. Além disso, de leite, leite condensado ou pão, a tradicional receita é indicada por donos de negócios especializados nessa iguaria como uma ótima aposta para quem almeja ter sucesso no atual mercado de alimentação fora do lar, como é o caso Diego Sollon Lopes Chagas, de 37 anos, formado em Administração e em Gastronomia, com Pós-graduado em Confeitaria e Panificação, e que, há oito anos, criou a Sopudim. “Eu abri a primeira unidade da Sopudim na cidade de Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte, e, hoje, estamos em processo de mapeamento de processos para franquear a marca ainda este ano. No começo, eu produzia dentro de uma cozinha caseira, com um pequeno forno a gás e poucos utensílios. Nessa época, eu aceitava pedidos sob encomenda apenas no sabor tradicional, ninho com Nutella e café e vendia o pudim de um quilo por R$ 50,00. Assim, em um mês, conseguia faturar em torno de R$ 4.000 bruto. Porém, no meu atual ponto físico, nos primeiros seis meses de funcionamento, eu e a minha equipe vendemos mais de 6.000 pudins. Além disso, trabalhamos com cursos online e ensinamos a alunos em mais de nove países a fazerem o pudim perfeito”, destaca.

Adriano Akkari, de 41 anos, também formado em Gastronomia e Chef Fundador da marca Melhor Pudim do Mundo em São Paulo, capital, é outro exemplo de como investir em pudim tem valido cada dia mais a pena no ramo brasileiro de food service. “Em 2021, faturamos nosso primeiro um milhão de reais e, em 2022, dobramos o faturamento e fechamos o ano com mais de 450 mil unidades vendidas”, revela.

Gabriella Andrade, de 28 anos, estudante de Medicina e fundadora da Pudinharia, negócio especializado em pudim localizado em Natal, no Rio Grande do Norte, é mais uma amostra de como investir nessa sobremesa vale a pena. Afinal, com apenas cinco meses do lançamento da sua marca, ela conta que “os números têm sido exponenciais. Estamos em fase de crescimento e estamos crescendo absurdamente. As pessoas gostam, compram e amam ter o nosso pudim em suas mesas. No mês de dezembro de 2022, foi bem atípico e vendemos quase 30 salários-mínimos. Foi absurdo!”, comemora.
E, aí? Agora sim a razão da nossa dica Mão na Massa de produzir e vender pudim está fazendo mais sentido para você, não é mesmo?
Então, agora, que tal aprender uma pouco mais sobre essa tradicional sobremesa?
A origem do pudim
Apesar de ser uma receita bastante conhecida pela maioria dos brasileiros , o pudim possui uma origem um pouco misteriosa, uma vez que, de acordo com Natália Alves Azevedo, Docente da área de Gastronomia do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) São Paulo, “é muito difícil afirmar de onde alguns preparos tradicionais tiveram sua origem, pois, muitos não tiveram um registro e foram ‘divulgados’ pelas cozinhas durante os anos, sofrendo alterações das suas características originais em cada lugar que passava. Não é possível dizer ao certo onde o pudim de leite foi criado, pois existe muita controvérsia sobre a sua origem. Mas, é dado aos portugueses o mérito de ter criado essa iguaria. Já o pudim de leite condensado é brasileiríssimo, pois, quando o leite condensado chegou ao Brasil, o primeiro doce a ser confeccionado com ele foi o pudim”, explica.

Chagas, da Sopudim, acrescenta que “a origem do pudim é portuguesa e foi ‘abrasileirada’ com a inclusão do leite condensado. E foi por causa desse ingrediente que conhecemos o pudim como ele é hoje: o famoso pudim de leite”, afirma.
Akkari, da Melhor Pudim do Mundo, partilha que “há diversas teorias da origem do pudim, mas acredito que ele é originário dos doces portugueses que utilizam ovos na maioria das receitas. O primeiro registro de uma receita de pudim no Brasil está no livro ‘O Cozinheiro Imperial’, que é o primeiro livro de cozinha editado no país, de 1840”, contextualiza.

Andrade, da Pudinharia, por sua vez, divide que “a origem do pudim parece um pouco controversa, já que há várias dúvidas em relação à sua criação. Os portugueses afirmam ser os criadores do pudim no século XVI, sendo que os historiadores alegam que não há como saber com precisão nem quando, onde e como o doce foi criado”, pontua.
Por que investir em produzir e comercializar pudim no food service brasileiro?
Apesar do pudim não ter uma origem tão clara, isso não interfere em nada o seu potencial de venda no Brasil.
Em contrapartida, se ainda tem alguma dúvida se vale mesmo a pena trabalhar com essa receita no nicho de alimentação fora do lar, saiba que, conforme Azevedo, do Senac, investir em produzir e comercializar pudim no food service brasileiro é indicado por causa que “um pudim de leite condensado pode ser uma ótima opção de trabalho, valendo sim o investimento, pois o doce abrange um público muito amplo, já que é difícil quem não goste dessa sobremesa. Mas, para ter sucesso, é preciso utilizar as proporções ideais de receita e ter cuidado com o tempo, temperatura de cocção e o armazenamento. Além disso, hoje, comparado com outros tipos de sobremesas, o pudim é um doce de técnica simples de preparo, com ingredientes básicos, fácil de ser produzido e comercializado, principalmente, por ser uma paixão entre os brasileiros. É um doce muito versátil e pode ser produzido e comercializado em diversos formatos, como sobremesas inteiras, cortado em fatias ou mini pudins. Bem como, pode ser comercializado em diferentes sabores, apesar do sabor tradicional ser extremamente saboroso e sempre o mais solicitado, e ser acrescido outros ingredientes, como café, chocolate, milho, coco, pistache, laranja, que podem despertar ainda mais a curiosidade dos fãs dessa sobremesa. A produção do pudim também é uma vantagem, pois podem ser produzidas várias receitas ao mesmo tempo e em pouco tempo ter seu refrigerador abastecido para ser comercializado”, detalha.

Para Chagas, da Sopudim, trabalhar com pudim se justifica “primeiramente, porque o pudim é a sobremesa mais consumida por nós brasileiros. Ele é uma receita clássica passada de gerações para gerações que desperta todas as nossas memórias afetivas. É quase impossível alguém não se identificar com o pudim e não lembrar das nossas avós, mães e almoços em família. E eu sou a prova viva de que produzir e vender pudim vale a pena no Brasil. Afinal, eu trabalho com pudim há oito anos e eu fiz dele a minha principal fonte de renda”, reforça.

Akkari, da Melhor Pudim do Mundo, avalia que “pudim é a sobremesa favorita do brasileiro. É um doce popular, que tem um apelo afetivo, pois todo mundo tem uma história com ele. Há muito mercado para explorar e levar as famílias um pudim cremoso para criarem novas memórias”, garante.

Já Andrade, da Pudinharia, considera que “o pudim tradicional está na mesa de quase todos os brasileiros. Seja ele feito em casa, pela avó, pela tia ou pela mãe. Ele esteve presente em um dado momento e isso é fato. É uma receita versátil, chique e tradicional. E eu ainda poderia afirmar que investir nesse doce tradicional remete às lembranças de um passado ou um presente do cliente. Assim, o investimento é muito válido”, assegura.
Como é na prática produzir e comercializar pudim no food service brasileiro?
Está cada vez mais interessado (a) em também fazer do pudim o seu ganha pão, com o perdão do trocadilho, não é mesmo?
Então, que tal ainda aprender como é na prática produzir e comercializar pudim no food service brasileiro?
NA SOPUDIM
Chagas, da Sopudim, compartilha que “comecei há mais de oito anos, desde que trabalhava para um restaurante na capital do Rio Grande do Norte. Nessa época, eu me senti desafiado em fazer o pudim perfeito e estudei as minhas próprias técnicas durante alguns meses. E, após mudar de cidade para Mossoró, tive alguns problemas financeiros e senti que essa sobremesa poderia me ajudar. Foi nesse momento que eu comecei a empreender com o pudim para moradores do condomínio que eu morava e, após isso, as sobremesas que eu assinava começou a ganhar espaço. Assim, eu criei a minha marca e o crescimento foi contínuo. Além de ser uma receita autoral, o pudim que nós produzimos tem sabor e características únicas. Trabalhamos com o nosso próprio aromatizante para dar um toque ainda mais especial”, conta.
NA MELHOR PUDIM DO MUNDO
Akkari, da Melhor Pudim do Mundo, divide que, no seu caso, “tudo começou com uma brincadeira com meu irmão, o campeão mundial de poker André Akkari, que é apaixonado por pudim. Na época, ele estava sem tempo e comprou um pudim de mim para levar no encontro em família. Ele disse que ele é quem tinha preparado a sobremesa, mas provou e ficou maravilhado. Então, eu apostei que a melhor receita seria feita por mim. Pouco tempo depois, cheguei à fórmula secreta que uso até hoje. André, além de ter aprovado, recomendou aos amigos e foi sucesso imediato. E, assim, nasceu a Melhor Pudim do Mundo. Por um ano, a nossa produção foi feita na casa da nossa mãe em um forno convencional. No entanto, a quantidade de pedidos era tanta que eu tinha que passar a noite com despertador ligado ‘apitando’ para fazer a troca de fornada e, foi nesse momento, que eu percebi que o negócio estava crescendo e precisava de um espaço maior e uma cozinha industrial. Produzir um pudim exige dedicação, mas a nossa fábrica tem os melhores equipamentos do mercado, apesar do nosso processo ser manual e artesanal. Não usamos liquidificador e nem batedeira. Todo esse trabalho tem a recompensa, já que as vendas crescem mensalmente e, hoje, a nossa fábrica está pronta para preparar 120 mil pudins por mês. Este ano, inclusive, já estamos ampliando a fábrica com mais equipamentos para aumentar ainda mais a capacidade de produção. Os nossos diferenciais são diversos, a começar pela receita secreta e o uso de ingredientes premium, as embalagens também fazem parte da experiência. Ter diferenciais é vantajoso para a empresa, pois somos reconhecidos por isso, além de conseguirmos manter o padrão da qualidade do produto até o zelo pela entrega final”, esmiuça.
NA PUDINHARIA
Andrade, da Pudinharia, relata que “funcionamos com delivery e takeaway apenas. Desde o começo da pandemia de Covid-19, o delivery se tornou recorrente na vida de todos e ainda perdura. Então, eu acredito que seja uma boa forma de se trabalhar. Eu e minha família começamos com a Pudinharia no nosso apartamento, que se tornou pequeno com o tempo. Por isso, atualmente, temos uma fábrica que fica na nossa rua de casa. É cômodo e muito maravilhoso. A nossa equipe é composta por familiares. Tenho uma rede de apoio fundamental para o nosso crescimento. Tenho uma irmã que é nutricionista, a Thati. Então, ela está quase que 24 horas conosco orientando formas de manejo com os ingredientes para a maior segurança dos nossos clientes. A minha outra irmã, a Giovanna, é a parte descontraída que o público gosta. Afinal, a gente dá a cara a tapa nas redes sociais e mostramos momentos que os seguidores amam acompanhar. Eu fico na parte chata, já que sou a ‘cabeça’ da empresa e gerencio absolutamente tudo e ainda interajo bastante com o público. Vini é o responsável pela criação das receitas e pela parte de compras, descontos, etc. Dessa forma, completamos o nosso time. A Pudinharia nasceu por meio de uma brincadeira, sem pretensão de absolutamente nada. Tudo começou quando eu fiz um pudim para o Dia dos Pais e todos disseram que deveríamos vender. Eu fiquei com isso na cabeça e fiz uma fornada de pudins para os meus amigos amantes de pudim da faculdade experimentarem e eu só tive feedbacks positivos. A partir daí, eu decidi investir com meu noivo nesse ramo. Não conhecíamos absolutamente nada. Não sabíamos se haveria concorrência ou se o mercado estava saturado. Tudo começou meio que às cegas e foi fluindo de forma exponencial. Mas, apesar da nossa história ter começado de forma despretensiosa e prática, hoje, somos especialistas em pudins. Nós nos aprofundamos, estudamos, fizemos cursos e, atualmente, além de fazer pudim, nós criamos sabores e texturas. O nosso pudim é cremoso, brilhoso, livre de amidos, de farinhas, gelatinas e só tem três ingredientes: ovo, leite e leite moça integral. Vale lembrar que utilizamos apenas produtos pasteurizados para dar mais segurança ao nosso cliente, deixando livre a salmonella. Graças a Deus, a gente cresce todos os dias e tem sido um sucesso. Começamos no final de agosto para o início de setembro de 2022 e, hoje, temos uma enorme cartela de clientes”, celebra.
Dicas para começar a produzir e comercializar pudim no food service brasileiro
Cem por cento convencido (a) de que pudim é uma ótima opção para trabalhar no food service brasileiro, certo? Mas, calma, pois ainda temos dicas para você começar a produzir e comercializar essa atemporal receita de maneira profissional.

Segundo Azevedo, do Senac, “o primeiro passo é ter uma boa técnica para produzir pudim. Então, treine e teste as receitas, teste tempo de forno e temperatura. Avalie os resultados produzidos, forma de armazenamento, tenha a preocupação em entregar ao cliente um produto impecável. Aposte, inicialmente, em sabores tradicionais, observe a aceitação do seu público e, depois, inove com diferentes sabores. Trabalhe sempre com ingredientes de qualidade, pois isso é um fator que fará o diferencial no resultado do produto. Aposte em diferentes tamanhos, personalizando esse produto para o seu público, que pode ser sobremesa para um almoço da família ou para apenas uma pessoa. Aposte em embalagens que agreguem valor ao produto, pois o capricho com a apresentação é essencial. Procure seu cliente! Você pode vender diretamente para o consumidor final, seja em uma loja física ou em vendas realizadas pela Internet. Além disso, vale vender para estabelecimentos que revendem seus produtos e vender por encomenda em datas comemorativa, como Dia das Mães e festas de fim de ano. Aposte na divulgação do seu produto. Hoje, rede social é uma grande aliada na divulgação dos seus produtos, despertando o desejo dos clientes”, aconselha.
Chagas, da Sopudim, indica que “antes de cair no mercado de trabalho, é importante estudar, testar e aperfeiçoar todas as técnicas que envolvem o preparo de um pudim. Se engana quem pensa que pudim é bater tudo no liquidificador e colocar tudo no forno. Eu costumo dizer que toda pessoa consegue fazer pudim com o que tem em casa. Porém, é necessário utilizar as técnicas certas. Depois disso, o ideal é conhecer e ofertar o produto para um público específico”, sugere.
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Akkari, da Melhor Pudim do Mundo, recomenda que “primeiro, teste algumas receitas e compartilhe com parentes e amigos até chegar na final. Presenteie pessoas próximas para conhecerem o seu produto. Crie uma marca, nome e logo. Faça uma conta no Instagram e WhatsApp Business e esteja atento aos pedidos nesses canais. Divulgue em grupos de condomínio, faça flyers para entregar na casa e divulgue para sua rede de amigos, pois eles são os responsáveis pelas melhores propagandas”, enfatiza.
Andrade, da Pudinharia, por fim, propõe que “inicie, faça testes, deixe a sua receita com a sua cara. Siga pessoas influentes nesse mercado e utilize o Instagram como o seu melhor amigo. Hoje, as mídias sociais são de fundamental importância para quem quer impulsionar o seu negócio, já que servem de vitrine”, endossa.
Quer saber mais sobre investimentos ‘Mão na Massa’ que realmente valem a pena? Então, continue nos acompanhando! É um prazer te informar cada vez mais e melhor!

- Tabata Martins


