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O que é preciso para conseguir emprego no atual mercado food service? A Rede Food Service te conta!

Na contramão da crise instalada no Brasil e no mundo desde o advento da atual pandemia de Covid-19, especialistas garantem que sobram vagas no setor nacional de alimentação fora do lar para quem entende e pratica a qualificação constante

Foto: Divulgação

 

De acordo com recente levantamento divulgado pela Catho, marketplace de tecnologia que conecta empresas e candidatos de forma gratuita, 38% dos brasileiros estão desempregados há um ano ou mais. O estudo, intitulado de ‘Pesquisa dos Profissionais Brasileiros’ e realizado com 8.114 pessoas de todo o país, aponta também que 68% dos respondentes alegaram não estar exercendo nenhuma atividade remunerada. E, dentro desse grupo, 16,2% afirmaram estar sem emprego há mais de dois anos. Assim como, quase metade dos entrevistados desempregados, o que representa 48,3%, foi demitida da última empresa que trabalhava, enquanto 14,3% pediram demissão.

 

Outro relevante dado descoberto por meio dessa pesquisa é que, ainda dentre os desempregados, 22,7% garantiram já ter recusado uma nova proposta de emprego e, quando questionados sobre o motivo da recusa, os mais apontados foram a remuneração insuficiente (44,1%) e a localização da empresa muito longe de casa (22,8%).

 

Frente à essa realidade, Christiana Mello, CGO-H da Catho, afirma que “os dados desse levantamento revelam que existem muitas pessoas sem emprego há muito tempo e muitas delas já até recusaram propostas por não serem compatíveis com o que elas desejam, o que mostra que o brasileiro está buscando qualidade de vida também no ambiente de trabalho”, analisa.

 

E no mercado nacional food service? Como anda a questão da empregabilidade? O que é preciso para conseguir emprego nesse segmento?

 

Não faz ideia? Não tem problema, pois nós da Rede Food Service te contamos!

 

Como anda a empregabilidade do atual mercado food service?

 

Na contramão da crise instalada no Brasil e no mundo desde o advento da atual pandemia de Covid-19, especialistas garantem que sobram vagas no setor nacional de alimentação fora do lar para quem entende e pratica a qualificação constante. “A indústria brasileira de alimentos e bebidas é a maior do país, representando 10,6% do PIB brasileiro e gerando 1,68 milhão de empregos formais e diretos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentação (ABIA). Por causa da pandemia de Covid-19, os empreendimentos de alimentação reduziram seus quadros de funcionários. Alguns empreendedores tiveram que adequar ou até mesmo mudar seu modelo de negócios para atender as vendas online e implantar serviços de delivery. Para se ter uma ideia, conforme pesquisa da Associação Brasileira de Franchising, em 2020, no início da pandemia de Covid-19, o faturamento de delivery era de 18% e saltou para 36%, sendo uma oportunidade para auxiliar na manutenção dos custos fixos e operacionais durante a crise. Mas, com a flexibilização dos protocolos, a demanda está aumentando, sendo necessária a reposição de mão-de-obra especializada, cabendo ressaltar que a pandemia de Covid-19 modificou o comportamento dos consumidores e despertou novas possibilidades e formas de negócios no mercado de alimentação. Assim, é necessário a contratação de colaboradores qualificados para esses novos serviços”, explica Gisela Redoschi, Coordenadora de Desenvolvimento da Área de Gastronomia do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial São Paulo (Senac-SP) e participante de projetos especiais na mesma instituição.

 

Gisela Redoschi, Coord. de Desenv. da Area de Gastronomia do SENAC-SP – Foto: Divulgação

 

Larissa Fernandes, Coordenadora e Professora do curso de Gastronomia da Estácio Belo Horizonte, avalia que “o mercado para os profissionais que atuam com alimentação é muito diversificado e abrangente. O estudante/profissional possui um nicho grande de oportunidades, podendo atuar como cozinheiro, chef de cozinha, chef de confeitaria, instrutor, professor e em segmentos como o hoteleiro, cruzeiros, eventos, como consultor de alimentos e bebidas e até mesmo em jornais e revistas. As vagas são variadas, com muitas oportunidades para atuar como cozinheiro e chef de cozinha, mas, atualmente, nem sempre são ocupadas por falta de profissionais”, destaca.

 

Jacqueline da Silva Almeida, Coordenadora Pedagógica do Instituto Gourmet, a maior rede de franquia especializada em cursos profissionalizantes na área da Gastronomia do Brasil, complementa que, hoje, “o setor alimentício conta com estabilidade e pouca mudança, mesmo em tempos de crise no Brasil. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB), os brasileiros destinam um terço de seu orçamento para a alimentação e refeições consumidas fora de casa. Esses dados batem com os da Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel), que indicam 10% de crescimento do mercado de gastronomia nos últimos cinco anos no país. Como esse é um mercado promissor, a empregabilidade se mantém aquecida e oferece diferentes oportunidades de carreira”, garante.

 

Quais são as habilidades necessárias para conseguir emprego no atual mercado food service?

 

Para conseguir emprego no atual mercado food service, já considerando as mudanças impostas pela pandemia de Covid-19 e todos os seus percalços relacionados, as entrevistadas afirmam que é preciso aprender e praticar “para além das habilidades técnicas específicas, como técnicas de cozinha, confeitaria, panificação, nutrição, bebidas e serviços, entre outras. Para atuar nos segmentos de alimentação, são necessárias habilidades comportamentais, que são valorizadas pelos empregadores de qualquer segmento, sendo elas: intraempreendedorismo, que é estar antenado na concorrência e de olho nas tendências; resolução de problemas, a capacidade de propor soluções; criatividade para propor novos serviços e soluções; flexibilidade como a capacidade de se adequar às necessidade e à realidade dos empreendimentos do setor; comunicação assertiva para tornar a comunicação mais efetiva; empatia para ter capacidade de se colocar no lugar do outro e poder auxiliar; e gestão de pessoas, que é a capacidade de identificar os ‘super poderes’ dos membros da equipe e articular a favor da otimização das entregas”, detalha Redoschi, do Senac-SP.

 

Larissa de Souza, docente e Coord. do Curso de Gastronomia da Estácio BH – Divulgação

 

Fernandes, da Estácio BH, partilha que “o setor de alimentação busca por profissionais qualificados, com disponibilidade para aprender os processos internos da empresa. Um profissional do setor de alimentação precisa ser organizado, prezar pelas preparações com higiene e boas práticas na fabricação dos alimentos. Esse profissional deve seguir as normas da RDC 216, que regulamenta a legislação de boas práticas na fabricação dos alimentos”, pontua.

 

Almeida, do Instituto Gourmet, por sua vez, assegura que “o conhecimento e a gestão da qualidade de produção são importantíssimos, pois permitem entregar um produto com 100% de qualidade e livre de contaminante, ajudando ao crescimento do estabelecimento em que o funcionário atua. Oferecer ao cliente um produto com alto valor agregado, trazendo, assim, benefícios, tanto para a empresa que a aplica, quanto para os que consomem o alimento. Tudo isso o profissional adquiri em qualificações e formações. Por isso, investir em conhecimento é o passo de maior valor para garantir o sucesso no momento de buscar um emprego ou abrir seu próprio negócio”, enfatiza.

 

Qual é o peso do conhecimento teórico e prático para conseguir emprego no atual mercado food service?

 

Na visão de Redoschi, do Senac-SP, Fernandes, da Estácio BH, e Almeida, do Instituto Gourmet, o conhecimento teórico e prático fazem toda a diferença para conseguir um emprego no atual mercado food service. Isso porque, “ao contrário do que muitos possam pensar, o profissional qualificado em Gastronomia possui conhecimentos que vão muito além das habilidades técnicas para manusear e preparar alimentos. Durante a sua formação, esse profissional aprende sobre gestão, segurança alimentar, processos industriais, valor nutricional e características dos alimentos, legislação relacionada à indústria alimentícia e muito mais. Devido à ampla formação, quem se qualifica em Gastronomia pode atuar em diversas áreas. Todos os nossos cursos, por exemplo, entregam o processo completo de formação e o aluno pode escolher de acordo com a sua afinidade. Hoje, temos os cursos de Cozinheiro Profissional, Confeiteiro Profissional, Doceiro Profissional, Cake Designer, Chef Mix, Gastronomia Funcional & Fit e Padeiro. Atuamos nas mais diversas especializações gastronômicas, dando oportunidade de escolha para o aluno se qualificar. Atualmente, o profissional formado em Gastronomia é o profissional que tem contato direto com os alimentos, bem como o manuseio dos equipamentos/utensílios, desde o momento do preparo, até a sua distribuição aos consumidores, e é exatamente por isso que é de suma importância ter o conhecimento teórico e prático de todos esses pontos para poder ter uma entrega de qualidade. Ou seja, a experiência educacional é necessária e o mercado exige. Assim como, as vagas disponibilizadas para cargos em restaurantes, hotéis, bares ou qualquer outro tipo de negócio de gastronomia exigem o conhecimento teórico e prático no momento da seleção”, salienta Almeida, do Instituto Gourmet.

 

Jacqueline da Silva Almeida, Coordenadora Pedagógica do Instituto Gourmet – Foto: Divulgação

 

Fernandes, da Estácio BH, avalia que “os profissionais do setor da alimentação devem investir em cursos de qualificação e aprimoramento na sua área de atuação. Devem se atualizar constantemente. Se for um chef de cozinha regional, por exemplo, o resgate da alimentação e a valorização dos produtos regionais estão em alta, pois os clientes estão em busca do alimento que conforte e traga lembranças do passado. Os padeiros, por exemplo, podem buscar por cursos com ênfase em fermentação natural. Muitos clientes estão em busca do produto nas padarias, já que há o resgate do hábito do consumo do pão de fermentação natural. Portanto, os profissionais da panificação podem se qualificar por meio de cursos de curta ou longa duração sobre como preparar o fermento e técnicas de como fabricar um bom pão levedado. A prática também é fundamental para o profissional da alimentação como um todo. É na prática que o profissional terá contato com as atividades e as funções do cargo, conseguindo aprimorar técnicas básicas, intermediarias e avançadas. E, assim, ele ganha mais experiência, que é uma das etapas mais importantes na formação, pois é quando começa a ter o contato real com a profissão”, esclarece.

 

Redoschi, do Senac-SP, assinala que “a trajetória educacional deve estar ligada à jornada profissional. Por isso, é muito importante estar sempre se atualizando. É possível iniciar na área de alimentação com cursos rápidos, técnicos ou de graduação. A área food service é abrangente e pode levar a diversos caminhos e por diferentes rotas. E, quando temos a oportunidade de estudar e se qualificar, as possibilidades de temáticas e conhecimentos vão se expandindo. Hoje, o profissional deve desenvolver competências multidisciplinares. Com relação às competências técnicas, a área de panificação, confeitaria, cozinha saudável, cadeia produtiva, gestão, serviços e bebidas são temas bastante atuais e promissores. Em relação às comportamentais, empreendedorismo e metodologias ágeis para projetos auxiliarão nas identificações e estruturação de soluções para atender as demandas de mercado”, diz.

 

Custos que envolvem a construção de uma carreira no atual mercado food service

 

Entendido que teoria e prática são muito importantes para a construção de uma carreira no atual mercado food service, surge a dúvida sobre os custos que envolvem tudo isso, principalmente, em relação à parte de qualificação. Entretanto, Fernandes, da Estácio BH, relata que “hoje, o mercado oferece muitos cursos gratuitos e, inclusive, as próprias empresas investem em qualificação profissional. Existem ainda ONGs que ofertam cursos de baixo custo para a população. Além disso, o curso tecnólogo em Gastronomia da Estácio Belo Horizonte, por exemplo, forma profissionais aptos para a atuação em empresas do ramo de alimentação e/ou para empreender nos seus próprios negócios. Nossos estudantes têm aulas práticas, se aprofundam em conhecimentos em microbiologia de alimentos, entre outros temas voltados às culinárias, higiene e segurança alimentar. São diversas as condições especiais para os alunos, pois a instituição trabalha com campanhas, ofertando bolsas de 15% até 45% em todo o curso. A faculdade conta ainda com o financiamento estudantil PAR e Fies e o aluno pode ingressar na instituição com a bolsa do Prouni. Além do curso tecnólogo, a Estácio Belo Horizonte promove as semanas gastronômicas, que formam um período voltado para cursos de curta duração na área da gastronomia/alimentação”, divulga.

 

Foto: Divulgação

 

Redoschi, do Senac-SP, divide que “o Senac, por exemplo, oferece os cursos de qualificação profissional de Garçom e Cozinheiro, no Centro Universitário Senac – Águas de São Pedro e no Centro Universitário Senac – Campos do Jordão, ambos no interior, de forma gratuita, mediante inscrição e processo seletivo. Os cursos contam com aulas práticas e dinâmicas que conectam os estudantes às inovações da área e com espaço para tirarem dúvidas e trocarem experiências. Durante esses cursos, os alunos participam de processos e de atividades desenvolvidas nos hotéis-escola Senac, Grande Hotel São Pedro (Águas de São Pedro, SP) e Grande Hotel Campos do Jordão (Campos de Jordão, SP). Tudo isso para ele ficar, cada vez mais, perto do seu objetivo, aprendendo de forma prática e por meio do ‘Jeito Senac de Educar’. Para se candidatar à uma vaga, o interessado deve acessar http://www.sp.senac.br/bolsas-de-estudo”, convida.

 

Almeida, do Instituto Gourmet, acrescenta que “nossas escolas se preocupam em entregar um produto de muita boa qualidade e com preço justo e viável para o aluno, além de que, nossos alunos, já no segundo mês de atividade/aulas, produzem seus produtos e os comercializam, tendo, assim, a oportunidade de pagar as suas mensalidades com os lucros de seus produtos vendidos”, ressalta.

 

Dicas para conseguir emprego no atual mercado food service

 

Por fim, Redoschi, do Senac-SP, Fernandes, da Estácio BH, e Almeida, do Instituto Gourmet, reforçam que trabalhar na área de alimentação vale muito a pena e, por isso, elas, generosamente, deixam dicas para conseguir emprego nesse segmento. “O mercado nacional de alimentação está bem aquecido e o cliente, hoje, busca a qualidade e menos quantidade. O cliente não procura mais lugares de nome e grande para comer e/ou comprar seus produtos alimentícios. Eles aprenderam a valorizar o pequeno produto e, principalmente, aprenderam a pagar por um produto único e exclusivo. Assim, a qualificação é muito importante. Por isso, invista em conhecimento e faça cursos de qualificações em Gastronomia”, aconselha Almeida, do Instituto Gourmet.

 

Redoschi, do Senac-SP, indica que “alimentação não é uma questão de sobrevivência, está intimamente ligada à saúde, aspectos culturais, socioeconômicos e prazer. Sendo assim, é uma área com grande potencial para atuação e, por isso, é importante sempre acompanhar os movimentos e tendências e se capacitar para atender às demandas do mercado. O que indico é acompanhar as tendências e rotinas dos consumidores pós-pandemia de Covid-19 e que os profissionais estejam abertos para atuarem em novos modelos de negócios, como as cloud kitchens, dark kitchens, desenvolvimento de produtos, segmento de alimentação saudável, serviços para delivery, entre outros”, elenca.

 

Fernandes, da Estácio BH, assegura que “trabalhar no setor da alimentação vale a pena, mas o desenvolvimento da profissão depende muito do profissional. Sendo assim, ele deve buscar a área que melhor se adeque e se qualificar, se manter atualizado e buscar sempre por novidades, aprimorando as técnicas. Afinal, o mercado busca por profissionais qualificados e que estão verdadeiramente em busca de uma oportunidade”, conclui.

 

E aí? Agora, já está por dentro do que é preciso para conseguir um emprego no atual mercado food service, não é mesmo? Esperamos que sim! Afinal, te informar sempre e melhor é que move a Rede Food Service. Por isso, continue nos acompanhando!

Escrito por #molongui-disabled-link

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