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Food service: retomada, adaptações e tendências

14º Congresso Internacional de Food Service, a ser realizado pela ABIA em 11/11, debate os rumos do setor

Foto: Divulgação

 

Um ano e meio após o início da pandemia, o canal de food service (alimentação fora do lar), dá sinais de forte recuperação. O setor deve fechar o ano com 27% de participação nas vendas totais da indústria de alimentos no mercado interno (R$ 173,3 bilhões), ante 24% de 2020. Para 2022, estima-se recuperação total, de acordo com levantamentos da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). O faturamento em 2021 deverá alcançar R$ 173,3 milhões, 23,9% a mais que o registrado no ano passado.

 

Outros dados e tendências serão apresentados no 14º Congresso Internacional de Food Service da ABIA, a ser realizado no dia 11 de novembro, das 8h30 às 13h, de forma virtual. O evento, cujas inscrições poderão ser feitas até o dia 8 neste link, pretende mergulhar nas grandes mudanças que já vinham ocorrendo no setor e que foram aceleradas ou revistas durante a pandemia.

 

“A intenção é que seja um grande fórum de discussão sobre temas importantes e urgentes para todos os que participam desse ecossistema em constante e crescente evolução”, comenta João Dornellas, presidente executivo da ABIA, acrescentando que o food service vem evoluindo para trazer mais conveniência e novas experiências para consumidores cada vez mais exigentes.

 

A Rede Food Service, assim como em 2020, é o parceiro oficial de mídia do evento.

 

Comportamento do consumidor

 

De acordo com a Galunion/Instituto Qualibest, 35% veem a higiene e segurança como o principal critério para a escolha de um restaurante, seguidos de 22% que querem comida gostosa e 16% que priorizam em pagar um preço justo. A pesquisa foi realizada de 28 de julho e 2 de agosto de 2021 e contou com 1.102 entrevistas de homens e mulheres a partir de 18 anos, das classes ABC, em todo o território nacional.

 

Verificou-se ainda que 82% dos consumidores buscam espaços abertos e bem ventilados, ou seja, estabelecimentos que contam com mesas em varandas, salões com grandes janelas ou espaços abertos e ao ar livre, como mesas nas calçadas. Apenas 5% preferem praças de alimentação em shoppings ou centros comerciais, enquanto 13% não se importam com o ambiente, contanto que seja no local onde desejam consumir. Esses e outros hábitos serão abordados da palestra “Comportamento do consumidor: tendências que se anunciam”.

 

A transformação digital e o abastecimento, que serão debatidos em outros painéis, também são temas que merecem atenção. “O movimento de transformação digital dos negócios de food service foi acelerado durante a pandemia e veio para ficar. No caso do consumo, o avanço do delivery foi um dos fatos mais importantes, seja via plataformas ou sistemas próprios. Em relação à cadeia de suprimentos e abastecimentos, as plataformas de comércio B2B continuaram avançando”, esclarece Daniel Silva, coordenador do Comitê de Food Service da ABIA.

 

Painel internacional debate sustentabilidade

 

O painel internacional do evento, intitulado “ESG-Sustainability”, será moderado por Grazielle Parenti, vice-presidente global de Relações Institucionais, Reputação e Sustentabilidade da BRF e Presidente do Conselho diretor da ABIA. “O consumidor tem à sua disposição um crescente volume de dados, o que pode se traduzir em oportunidades para as empresas que se dispuserem a analisar essas informações a fim de formatarem estratégias de negócios vencedoras”, afirma Grazielle, citada pela Forbes Brasil, em outubro, como uma das 100 mulheres mais influentes do agronegócio no país.

 

“A sustentabilidade é um critério de competitividade. Não apenas para as indústrias de alimentos, mas também para os operadores do food service. Quando você tem uma empresa que assume um compromisso de desmatamento zero, por exemplo, não é apenas uma narrativa: existe a tecnologia para garantir que esse rastreamento seja feito. Isso tem potencial para alavancar iniciativas e engajar todos os elos da cadeia”, afirma a executiva.

 

O maior acesso à comida saudável é, aliás, uma das principais demandas atuais de quem procura o food service. Neste contexto, os alimentos plant based, ou seja, à base de vegetais, vêm ganhando força. O painel “Inovação e Desenvolvimento de uma Nova Fronteira: Plant Based Food”, vai abordar o assunto.

 

Desafios e adaptações

 

O presidente executivo da ABIA, João Dornellas, esclarece que o setor como um todo sofreu os efeitos da pandemia em função das restrições ao funcionamento dos estabelecimentos e das alterações no comportamento de consumo, combinadas com as dificuldades de acesso ao crédito. Isso levou muitos operadores, principalmente os pequenos, a reduzirem, de forma temporária – ou até mesmo encerrarem – suas atividades.

 

Segundo ele, os que obtiveram os melhores resultados durante a pandemia foram aqueles que já estavam engajados na modernização de seus negócios, como a adoção do e-commerce, delivery, e focados na qualidade dos serviços prestados. Neste sentido, a aceleração tecnológica foi fundamental para que os estabelecimentos de food service fossem capazes de se adequarem rapidamente à nova realidade de mercado e à demanda dos consumidores.

 

“A indústria teve um papel bastante relevante nesse sentido, adequando políticas comerciais, flexibilidade de entrega (trabalhando com maiores níveis de estoque e reduzindo pedidos mínimos) e portfólio, buscando soluções inovadoras que entregassem melhor performance e otimização de custos. Além disso, foi importante a interlocução das entidades que representam a cadeia do food service com os governos federal, estaduais e municipais, encaminhando questões importantes, a exemplo do decreto que instituiu a ‘essencialidade do alimento’, a PEC dos salários, além da concessão de crédito”, completa o dirigente.

Escrito por #molongui-disabled-link

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