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Divina Providência: a peixaria e bar criados por uma farmacêutica mestre em Patologia Humana no Rio de Janeiro

De segunda a sexta-feira, Manuela Ornelas ensina os clientes a como identificarem se o peixe está fresco e, aos sábados e domingos, abre o quintal e serve o que chama de ‘COMIDA DE VERDADE’

Manuela Ornelas, dona do Bar Divina Providência - Foto: Divulgação

 

Quando você escuta que o mercado food service é para todos, sendo uma área de negócios empreendedores extremamente agregadora e que transforma vidas, não é brincadeira. Sim! Esse é o ramo de alimentação fora do lar, principalmente, no Brasil. E uma boa prova disso é a história do Divina Providência, uma peixaria e bar criados por uma farmacêutica mestre em Patologia Humana localizados em Irajá, um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, capital.

 

Foto: Divulgação

 

Em resumo, de segunda a sexta-feira, Manuela Ornelas, de 33 anos e filha de portugueses, ensina os clientes a como identificarem se o peixe está fresco e, aos sábados e domingos, abre o seu quintal e serve o que chama de ‘COMIDA DE VERDADE’.  “Sempre gostei de peixes e frutos do mar. Como filha de portugueses que cozinham bem, resolvi aprender os segredos da culinária. Crio receitas, mas só com peixes e frutos do mar. Comecei a colocar em prática algumas ideias, despretensiosamente, na peixaria, mas o pessoal gostou e sempre pedia mais. Foi assim que nasceu o nosso serviço de bar. Eu faço frutos do mar, o pescado em geral é minha especialidade. Mas, o que me define é COMIDA DE VERDADE, TUDO 100% natural. Assim, atualmente, divido a minha rotina em gestão da peixaria, gestão do bar da peixaria e de todo o trabalho de marketing dos perfis em redes sociais da peixaria, além de criar todas as receitas que são servidas no bar da peixaria”, relata a empresária em entrevista exclusiva à Rede Food Service.

 

O início de tudo

 

A história de Ornelas no ramo food service iniciou em 2014, quando decidiu largar a área acadêmica e investir no ramo da peixaria junto com seu pai. E foi assim que, em 2019, foi inaugurada a Peixaria Divina Providência, em Irajá.

 

Camarão Croc Croc, um dos sucessos do bar – Foto: Divulgação

 

De lá para cá, a farmacêutica conseguiu se destacar neste segmento, em que a atuação masculina ainda é bastante predominante, por meio de um atendimento diferenciado, sempre priorizando ensinar os clientes a identificarem se o peixe está fresco, a entenderem melhor sobre a variedade de peixes e frutos do mar e, assim, evitar que comprem ‘gato por lebre’. Além disso, a farmacêutica sempre busca oferecer aos seus clientes opções de pescados mais acessíveis e com muita qualidade, levantando a bandeira de que todos têm que comer peixes e frutos do mar pelo menos três vezes por semana. Assim como, aposta em cheio nas mídias sociais, em que, por meio do seu canal no YouTubeperfil no Instagram, onde é seguida por nada menos que 27 mil pessoas, dá dicas e compartilha receitas de pratos com peixes e frutos do mar.

 

Foto: Divulgação

 

Ornelas, inclusive, relata que o Bar Divina Providência, aberto em 2020 e que funciona aos sábados e domingos das 11h às 18h, é fruto do retorno que tem com o seu trabalho virtual. “Há mais ou menos um ano e pouquinho, os clientes começaram a pedir que eu vendesse os pratos que eu ensinava nas redes sociais como estratégia de marketing para a peixaria. Os clientes queriam aprender, mas também queriam os pratos já prontos. Foi aí que comecei a colocar porções à venda e, depois, peixe na brasa para o delivery. No entanto, eu não dava conta de atender a demanda. Então, estendi o serviço com mesas e cadeiras na porta da loja. Atualmente, aos sábados e domingos, a gente estende o quintal da nossa casa e atende aos clientes presencialmente no bar da peixaria. Porém, acabamos de alugar um espaço maior, onde estamos construindo uma dark kitchen para dar volume as entregas, incluindo em dias de semana. É muito gratificante ver que as pessoas saem de longe para comer a minha comida, me pedem dicas e elogiam tudo, desde o atendimento, até tempero e qualidade. Assim, as dificuldades e o cansaço são até esquecidos, quando as pessoas soltam chuvas de elogios e isso é muito legal. Eu jamais imaginei que isso iria acontecer”, revela.

 

Sociedade e rotina

 

Hoje em dia, Ornelas conta com a sociedade do seu companheiro, Luiz Fernando, para gerir a peixaria e o bar ao mesmo tempo. Porém, a empresária confessa que a sua rotina não é tão fácil, apesar de amá-la. “Hoje, quem está comigo é o Fernandinho, meu namorido (risos). Quem eu admiro muuuuito e a chef Helena do Tutto Nhoque. Não temos filhos, mas muita dificuldade de separar vida pessoal e trabalho. No entanto, a gente sai, curte, se diverte, viaja pelo menos a cada dois ou três meses, mesmo que sempre viagens curtinhas. Além disso, com frequência, estamos com os nossos pais e amigos. A rotina na área food service é um corre! Você faz a ficha técnica para rendimento de 20 porções, mas, quando multiplica para 60, não fica igual e da vontade de se sentar e chorar (risos). Sem contar que não depende só da gente, tem o aipim, por exemplo, que tem dia que cozinha, mas tem dia que cozinhá-lo é uma luta, principalmente, para mim que estou começando. Entretanto, acredito que todos devem ter essas dores, pois fazer comida em grande quantidade e com o mesmo sabor da pequena quantidade, além de estar dentro do custo, é um desafio”, divide.

 

O famoso Risoto de Camarão – Foto: Divulgação

 

Há males que vem para o bem

 

Como diz o ditado popular, há males que vem para bem e na história de empreendedorismo de Ornelas não foi diferente. Afinal, foi exatamente desde o começo da atual pandemia de Covid-19 que o seu negócio começou a crescer e, assim, a ganhar outro patamar. “Tudo começou na pandemia de Covid-19, quando as minhas vendas aumentaram muito. Eu, literalmente, fui na contramão das outras empresas, graças a Deus! Fui privilegiada, pois a peixaria já estava conectada nas redes sociais e, com isso, eu já tinha um serviço de delivery eficiente e, quando o mundo se voltou para esse mercado, eu já estava lá”, explica.

 

Visão de mercado

 

Para Ornelas, “o mercado food service está em expansão, mas, com toda a certeza, isso requer mais preparo, tanto devido à concorrência, quanto sobre a exigência do consumidor. Com a Internet, as pessoas ficaram não só mais exigentes, mas mais críticas e tudo é muito intenso. Então, quem não se preocupar em se renovar e com muita qualidade corre riscos”, alerta.

 

Foto: Divulgação

 

A empresária complementa ainda que “hoje, com certeza, a alimentação já ganhou outro conceito. Primeiro porque, hoje em dia, não é só se alimentar. Tudo é a experiência e um delivery bem executado com embalagens gera também muita experiência. É como se a pessoa estivesse em um restaurante, em um ambiente decorado e pensado para o menu. Mas, além disso, as pessoas estão mais atentas à qualidade e à segurança do alimento. Hoje em dia, eu, por exemplo, chego em um restaurante e pergunto qual é o frigorífico da carne. Atualmente, a qualidade e a procedência dos insumos, o tipo, tudo conta, já que as pessoas querem além do sabor e desejam saber de onde está vindo tudo”, pontua.

 

Metas e desafios

 

Por fim, Ornelas compartilha que o seu atual e maior “desafio é padronizar a produção em larga escala de comida sem utilizar ingredientes industrializados. Eu só faço comida de verdade, não entra nenhum ultraprocessado ou aromatizador de sabor na minha cozinha. Nada! E, como eu comecei fazendo para a minha família e para partilhar por meio de vídeos, isso faz diferença! Assim, a minha meta hoje, com o novo espaço dedicado à produção da comida, é triplicar as vendas dos pratos executivos em seis meses. Até porque o meu sonho é ajudar outras mulheres a empreenderem e terem liberdade financeira”, afirma.

 

E aí? Ficou inspirado (a) com a história da Manuela Ornelas e sua Peixaria e Bar Divina Providência, não é mesmo? Então, continue nos acompanhando, pois, toda semana, nós da Rede Food Service fazemos questão de compartilhar com você enredos reais de negócios de alimentação fora do ar!

Escrito por #molongui-disabled-link

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