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Smart food: conheça o tipo de comida que gera impacto positivo para o meio ambiente e para quem produz e consome

Com tradução literal em português de comida inteligente, as smart foods já fazem parte de um mercado em franca expansão mesmo em meio à atual pandemia de Covid-19

Pratos da "Cook Smart Foods", empresa que produz refeições com premissas de nutrição, saudabilidade e sustentabilidade - Foto: Diivulgação

 

Você acha que é possível trabalhar com alimentos que gerem impacto positivo para quem produz, consome e o meio ambiente? E tudo isso ao mesmo tempo? Se não, hoje, nós da Rede Food Service queremos te apresentar a chamada smart food, que, na tradução literal em português, significa comida inteligente.

 

Gui Ochoa e Miguel, fundadores da Mondays – Foto: Divulgação

 

Apesar de ainda ser um termo ainda pouco conhecido no mercado de alimentação fora do lar, principalmente, no brasileiro, smart food já é tido com um conceito bastante promissor quando o assunto é sustentabilidade nesse setor. Prova disso é que, de acordo com Gui Ochoa, de 34 anos, Co-Founder da Mondays, a primeira empresa de smart food de Portugal, a comida inteligente faz parte “de um mercado claramente em expansão, pois é um conceito capaz de responder a alguns dos desafios mais urgentes do setor alimentar, tal como o desperdício de comida. Felizmente, os consumidores estão, cada vez mais, conscientes e preocupados com a saúde, especialmente, no que diz respeito às práticas e hábitos alimentares. E esse é o principal fator que impulsiona o crescimento da indústria em nível global”, explica.

 

Bruno da ‘Cook Smart Foods’ – Foto: Divulgação

 

Bruno Schadeck de Almeida, de 34 anos, Chef de Cozinha, fundador e proprietário da Cook Smart Foods, que funciona em São Paulo, capital, complementa que “estamos em ascensão com a divulgação da nossa marca por meio das nossas redes sociais e também aproveitando o momento de mercado que cresceu devido à pandemia de Covid-19, com pessoas pedindo comida em casa”, ressalta.

 

Smart food: o que é?

 

Mas, você deve estar se perguntando: afinal, o que, de fato, é smart food? O que quer dizer produzir e comercializar uma comida inteligente?

 

Foto: Divulgação

 

Bom, conforme Ochoa, da Mondays, “smart food é comida. A forma mais fácil de explicar o conceito de smart food é dizer que é uma alternativa ao prato tradicional que se come de garfo e faca. A diferença? Fornece todos os carboidratos, proteínas, gorduras, fibras e todos os 26 micronutrientes essenciais ao corpo de uma forma prática, conveniente e acessível”, esclarece.

 

Almeida, da Cook Smart Foods, afirma que “smart food nada mais é que uma refeição saudável, nutritiva, prática e sustentável”, resume.

 

Quais são os reais benefícios da smart food para as pessoas e o meio ambiente?

 

Em relação aos reais benefícios da smart food para as pessoas e o meio ambiente, Ochoa, da Mondays, elenca que “trata-se de uma refeição prática, com 400 calorias e mais de 100 benefícios para a saúde. As opções da Mondays, por exemplo, contêm 26 vitaminas e minerais, o que é a quantidade perfeita de carboidratos, gorduras, fibra e proteína para o adulto médio. As escolhas que fazemos no consumo de comida é o comportamento mais simples e o maior impacto que podemos ter no mundo e no nosso corpo. Quando optamos pelo consumo de refeições à base de plantas, como é o caso da Mondays, estamos, na verdade, evitando alimentos processados e, dessa forma, proporcionando uma redução de consumo de alimentos que produziriam emissões de carbono. Introduzir mais alimentos vegetais à nossa alimentação, além de conseguir uma dieta mais nutritiva, é uma escolha mais sustentável. Assim como, a smart food promove a sustentabilidade em si, uma vez que são alimentos 100% vegetais, com baixo teor de carbono e um alto teor nutritivo com prazos de validade de aproximadamente um ano, o que permite uma redução significativa de desperdícios de comida e produção”, enfatiza.

 

Foto: Divulgação

 

Almeida, da Cook Smart Foods, aponta que a comida inteligente é uma maneira de “ter uma refeição leve, saudável, fresca, saborosa, nutritiva e que não agrida o meio ambiente”. No entanto, ele alerta que, “se uma alimentação se propõe a ser smart food, ela precisa aplicar, em seu dia a dia, os preceitos da sustentabilidade para contribuir para um mundo melhor, usando embalagem recicláveis e reciclando todo o lixo, como fazemos, por exemplo. Além disso, é necessária a compra de pequenos produtores”, orienta.

 

Qual é a relação entre os mercados de smart food e food service?

 

Atualmente, a Mondays oferece variadas opções de smart foods que dispensam o uso de panelas, pratos e talheres e podem ser preparadas em cerca de apenas trinta segundos. “Trabalhamos com uma refeição nutricionalmente completa e saborosa por meio da melhor combinação de ingredientes. O que nos distingue no mercado, além da diferenciação de ingredientes, é o equilíbrio entre os nutrientes e a incrível textura e o delicioso sabor. A marca foi lançada em 2019, com a missão de produzir alimentos nutricionalmente completos, convenientes e acessíveis a todos os consumidores, com o mínimo impacto sobre os animais e o meio ambiente. Numa época em que ter tempo para escolher, comprar, preparar e cozinhar uma refeição é, cada vez mais, escasso, damos por nós a recorrer a ‘junk food’ que, apesar de ser uma alternativa rápida e conveniente, é muitas vezes prejudicial à saúde. Mas, não se trata apenas de tempo. Para o consumo de qualquer refeição tradicional, é difícil garantir que irá obter uma nutrição completa e essencial ao corpo. Por isso, estudamos a melhor fórmula para garantir aos nossos clientes que a Mondays seja a refeição mais nutritiva e equilibrada, quando comparada com uma refeição tradicional.  Esse é o nosso propósito. A nossa fórmula já foi melhorada pelo menos três vezes e estou certo que não ficamos por aqui. Vamos, constantemente, procurar melhorias, tanto a nível de sabor, como a nível de nutrientes”, garante Ochoa.

 

Foto: Divulgação

 

Nesse contexto, o Co-Founder da Mondays partilha que, sobre a relação entre os mercados de smart food e food service, ele “gostava de dizer que são mercados semelhantes, pois isso significaria que o mindset em relação à smart food estava, finalmente, com um posicionamento firme. Afinal, smart food é uma alternativa equilibrada e funcional a qualquer refeição. No entanto, quando alguns consumidores olham para um batido em um formato em pó, como é o nosso produto, tendem a imaginar que se trata de um suplemento ou substituto de refeição, quando, na verdade, é equiparável a comermos uma refeição tradicional no restaurante ou em casa”, avalia.

 

Foto: Divulgação

 

A Cook Smart Foods, por sua vez, atua “com uma alimentação leve e saudável, com alimentos frescos, temperos naturais e sem adição de qualquer conservante ou melhoradores de sabores. Usamos embalagens que são recicláveis, livres de Bpa e reciclamos nosso lixo. Desde o começo, sempre pensamos nesse conceito de alimentação saudável e sustentável, pois seria incompatível o desenvolvimento de uma alimentação saudável com o não cuidado ao sustentável. Eu comecei a cozinhar desde pequeno, com dez anos de idade. Minha mãe cozinha muito bem. Então, eu sempre ficava na cola dela na cozinha querendo ver e apender. Meus pais viajavam muito e acabava sobrando para eu cozinhar para meus irmãos, mas sempre tinha a supervisão da minha irmã mais velha. Com 15 anos, eu já amava cozinhar para amigos e o prato sempre era arroz piamontese e filet mignon ao molho de limão. Todos gostavam muito. Mas, quando eu terminei meu terceiro ano do Ensino Médio, fiquei super na dúvida e acabei optando por Farmácia Industrial, apesar de sempre ter sido um apaixonado pela gastronomia. Na faculdade, também fazia almoços para amigos e todos adoravam. Porém, no começo do meu terceiro ano da faculdade, resolvi largar o curso e cair de cabeça no curso de Gastronomia. A criação da Cook Smart Foods foi devido ao meu irmão, que sempre comprava ‘marmitinhas’ dessas famosas do mercado, mas não gostava, pois tinha tudo o mesmo gosto e eram cheias de corantes e conservantes. Ele se sentia super estufado depois da refeição. Mas, demorei para criar, pois eu trabalhava em um buffet na época. Até que, um dia, ele me ligou e falou super sério comigo sobre fazer as ‘marmitinhas’ para ele. A partir desse dia, comecei a fazer, ele gostou muito e começou a passar para amigos, parentes e, assim, começamos, em 2017, a empresa, que começou a se firmar mesmo em 2019”, relata.

 

Foto: Divulgação

 

Perante a sua história, o Chef entende que a relação entre os mercados de smart food e food service “é total, pois a produção de alimentos é feita diretamente para o consumidor final. Ou seja, se o alimento é consumido em casa, mas foi preparado em um estabelecimento comercial, abrange também toda a cadeia que envolve a produção de alimentos, bebidas, insumos e equipamentos para as empresas que preparam e fornecem essas refeições”, considera.

 

Smart food e pandemia de Covid-19

 

Assim como quase todos os setores da cadeia produtiva, o mercado de smart food também foi impactado pelos efeitos sociais e econômicos decorrentes da pandemia de Covid-19. No entanto, para Ochoa, da Mondays, e Almeida, da Cook Smart Foods, o atual cenário pandêmico também acabou afetando positivamente o ramo da comida inteligente.

 

Foto: Divulgação

 

Conforme a análise de Ochoa, “foram poucos os mercados que não sofreram com a pandemia de Covid-19 e o nosso não é diferente. Sentimos uma interrupção do crescimento nas vendas em supermercados, mas um aumento significativo das vendas online. O bloqueio indefinido globalmente devido à pandemia deu início a desafios sem precedentes para a saúde, em que a adaptação dos consumidores a esse estilo de vida foi considerada o novo normal. Movimentos menores levaram ao stress, levando a uma alimentação excessiva e, por fim, ao ganho de peso. O conceito de alimentação saudável obteve, assim, grande apoio durante esse período e os esforços dos consumidores para se manterem autoimunes foram de extrema importância, apoiando as vendas da Mondays no mercado”, revela.

 

Já segundo Almeida, na Cook Smart Foods, ele notou um “crescimento considerável, já que muitas pessoas durante a pandemia de Covid-19 estão mudando seu estilo de vida e com a alimentação e, assim, procuran​do por alimentos saudáveis e nutritivos, abandonando o fast- food”, finaliza.

 

E aí? Gostou de conhecer o que é smart food, suas características e benefícios ao ser humano e ao meio ambiente? Se sim, continue nos acompanhando, pois, aqui na Rede Food Service, alimentação e sustentabilidade sempre terão tudo a ver!

 

Escrito por #molongui-disabled-link

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