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Robinson Câmara: conheça a vida de chef de quem transforma sonhos em bolos artísticos

A carreira como cake designer do chef começou por meio do seu bolo de casamento, o qual ele mesmo fez com a ajuda da sua mãe

Foto: Divulgação

 

Normalmente, os quatro principais ingredientes para preparar um bolo são farinha, ovos, alguma gordura (óleo, manteiga, margarina, etc.)  e açúcar, certo? Sendo que, a farinha e os ovos são utilizados para dar estrutura à receita. Ou seja, são a base da massa, enquanto os ovos especificamente também exercem a função de dar leveza e umidade ao bolo. No entanto, para Robinson Câmara, de 53 anos, cake designer natural de Natal, no Rio Grande do Norte, os bolos ainda precisam ter um ingrediente bem mais importante, que são os sonhos. Isso mesmo! Essa é a vida de chef de Câmara, que, há mais de três décadas, transforma sonhos em bolos artísticos.

 

A carreira no ramo da alta confeitaria de Câmera começou em 1990, durante a preparação do seu próprio casamento. “Eu ajudei a minha mãe a confeccionar o meu bolo de casamento, pois foi bem na época do Plano Collor. Com isso, ficamos com nossas economias presas e, aí, na procura por um confeiteiro, vimos que o valor de um bolo de casamento era muito alto. Por isso, resolvemos fazer nós mesmos e deu muito certo. Mas, tão certo que, no dia do casamento, o bolo ficou perfeito e vários amigos que estavam para casar me encomendaram os seus bolos”, conta o próprio chef em entrevista exclusiva à Rede Food Service.

 

Quem é Robinson Câmara?

 

Casado, pai de um casal de filhos e avô de uma menina, Câmara se define como “um cara tranquilo, que gosta de comida boa e de cozinhar para a família e amigos”, afirma.

 

Foto: Divulgação

 

Já em relação ao cake designer Câmara, ele resume que é “muito perfeccionista e gosto dos mínimos detalhes. Vejo muita coisa bizarra no ramo da confeitaria e que, inclusive, muitos colegas só querem saber de ganhar dinheiro e não de dar o melhor para cliente. Eu sou diferente, pois procuro sempre melhorar o meu produto”, garante.

 

Nova rotina

 

Câmara sempre trabalhou por conta própria, já foi jurado do programa de televisão Desafio dos Confeiteiros, do SBT, e, atualmente, administra seu ateliê de alta confeitaria que funciona em sua casa, no bairro Ponta Negra, em Natal. Mas, devido aos efeitos das restrições de festas e comemorações em geral relacionadas à atual pandemia de Covid-19, o chef alega que vive uma nova rotina. “Hoje, eu tenho o meu ateliê em minha residência, onde confecciono diversos tipos de bolos. A minha rotina está como a de vários amigos que trabalha no ramo de alta confeitaria, ou seja, com pouco trabalho, pois quase não está acontecendo eventos e quando tem é de pequeno porte. Então, temos que nos reinventarmos”, explica.

 

Foto: Divulgação

 

Câmara revela ainda que, em tempos normais, a tranquilidade não é bem o que predomina na vida de um chef confeiteiro. “Hoje, a minha vida está mais tranquila. Porém, normalmente, a minha vida de chef confeiteiro é sempre bastante corrida. Além disso, mesmo com um menor número de atividades diárias devido ao cenário pandêmico, ainda tenho que ralar muito para conseguir o que quero”, ressalta.

 

Desafios e metas

 

Experiente, Câmara tem como principal objetivo profissional hoje em dia conseguir sustentar sua carreira e renomada posição já conquistada no mercado de alta confeitaria em meio aos percalços decorrentes da pandemia de Covid-19. “Meu atual desafio é me manter no mercado de cake designer, já que eu trabalho com alta confeitaria e tenho vastas experiências em transformar bolos em obras de arte. Em contrapartida, tem muita gente que apenas faz ‘bolinhos’ de chantilly e se declara como tal”, avalia.

 

Foto: Divulgação

 

Em relação aos seus sonhos, o chef garante que é uma pessoa e profissional simples e que deseja pouco para o seu futuro. “Não tenho ambição. Hoje, eu quero apenas ser feliz e dar felicidade aos clientes que me procuram”, divide.

 

Visão de mercado

 

Na visão de Câmara, o mercado de alimentação fora do lar, em especial o de confeitaria, vive um momento bastante delicado e requer muita atenção e maior profissionalismo de quem o integra de fato. “O mercado de confeitaria está muito forte, mas em partes. Afinal, como o trabalho no Brasil está em escassez devido à pandemia de Covid-19, todo mundo quer fazer alguma coisa. E muitas delas estão fazendo um ‘bolinho’ para família em um dia e, no outro, já começa a fazer para vender. Com isso, é um mercado que se prostituiu muito, pois tem bastante pessoas que vejo no mercado que, na verdade, estão leiloando os produtos”, pontua.

 

Foto: Divulgação

 

O chef acrescenta “que, como tudo na vida muda, a cozinha também tem mudado bastante. Na confeitaria artística, especificamente, não podia ser diferente. Realmente, tudo está sendo reinventado e muita gente, de alguma forma, está procurando fazer o que sabe. Assim, para quem trabalha com produtos com valores inferiores e de pequeno porte, vejo que o mercado está em alta. Mas, para mim, por exemplo, o mercado deu uma caída, uma vez que os eventos que trabalho são sempre de números altos, tanto de público, quanto de valores”, pondera.

 

Dica de chef

 

Por fim, Câmara, que coleciona certificados de mais de 40 cursos nacionais e internacionais na área de confeitaria, aconselha que, quem deseja também ser um cake designer talentoso e devidamente reconhecido como ele, precisa “estudar muito sobre o que quer fazer e sempre tentar dar o melhor de si”, indica.

 

E aí? Sua vocação também é transformar sonhos em bolos artísticos? Então, continue nos acompanhando, pois, aqui na Rede Food Service, toda semana, fazemos questão de te mostrar o que, realmente, é a vida de chef e por meio da apresentação de casos reais. Um bom exemplo é Marcela Soares, que é uma professora online de Confeitaria que trocou a vida de profissional de Educação Física pela a de chef. CLIQUE AQUI e saiba mais sobre ela!

Escrito por #molongui-disabled-link

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