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Delivery ecofriendly: um avanço que vale a pena ser mais praticado no mercado food service

Saiba o que é o delivery ecofriendly e como algumas empresas já estão colocando em prática essa nova modalidade do serviço em domicílio que preconiza a sustentabilidade

Foto: Divulgação

 

2020 foi o ano do delivery, não é mesmo? Prova disso são os dados de algumas pesquisas divulgadas no começo de 2021 que retratam bem o fato da atual pandemia de Covid-19 ter dado um verdadeiro gás no serviço de entrega em domicílio, especialmente em relação ao mercado food service.

 

Levantamento da Mobills, startup de gestão de finanças pessoais, por exemplo, serviu de base para a mensuração de que os gastos dos brasileiros com delivery cresceram 149% no último ano, tendo como parâmetro de análise as despesas dos usuários com os três principais aplicativos de entregas, o Rappi, Ifood e Uber Eats. Essa pesquisa da Mobills aponta, inclusive, que dezembro de 2020 foi o mês com mais gastos com delivery e, quando comparado a março, marco do início da pandemia de Covid-19 no Brasil, o aumento foi de 187%. Além disso, foi constatado que o Ifood foi a plataforma que apresentou maior aumento de despesas em 2020 pois, comparando janeiro a dezembro, o app registrou um crescimento de 172%. Já o Rappi e o UberEats tiveram aumento de 121% e 37%, respectivamente.

 

Foto: Getty Images

 

Estudos do site Statista também colocam o Brasil como destaque no segmento de delivery na América Latina em 2020. Afinal, sozinho, o país foi o responsável por quase metade do mercado, chegando a 48,77%. Assim como, as previsões apontam que o setor poderá movimentar aproximadamente US$ 6,3 trilhões de dólares em todo o mundo até o final de 2021.

 

Frente a esse cenário de clara expansão, você já parou para pensar que, ao mesmo tempo em que o serviço delivery vem crescendo mês a mês, o movimento dos entregadores nas ruas brasileiras também vem aumentando em igual proporção? Pois é! E isso traz alguns sérios problemas para o meio ambiente, como o aumento da emissão de CO2 na atmosfera por meio dos tradicionais veículos utilizados para fazer as entregas, como motocicletas e carros.

 

Nunca refletiu sobre isso? Não tem problema! Pois, hoje, nós da Rede Food Service queremos apresentar para você uma nova tendência do ramo do serviço de entrega em domicílio, que é o delivery ecofriendly. Vamos lá?

 

O que é delivery ecofriendly?

 

De acordo com Daniel Schnaider, CEO da Pointer by PowerFleet Brasil, empresa especializada em gestão inteligente de frotas, “a definição de ecofriendly é aquela que é amiga do meio ambiente. Ou seja, quando pensamos em entregas (delivery), reduzir a emissão de CO2 é o principal objetivo que pode ser alcançado com o uso dos veículos elétricos. E, quando falamos em redução, podemos incluir a poluição sonora também, que é um problema em grandes centros urbanos. Por isso, a bicicleta seria a opção mais adequada, mas, obviamente, não é possível cobrir todas as áreas com elas. Daí, que entram as opções elétricas, as e-bikes, que são mais racionais e menos poluentes”, explica.

 

Delivery ecofriendly na prática

 

IFood Regenera

 

Atualmente, o delivery ecofriendly já é uma realidade no Brasil, tendo o iFood como o pioneiro nesta prática, uma vez que, recentemente, lançou um programa voltado exclusivamente para essa temática.

 

Modelos das motos elétricas do Projeto Regenera do IFood – Foto: Divulgação

 

Chamado de IFood Regenera, o projeto tem como objetivo principal diminuir a emissão de gases poluentes na atmosfera e, para isso, o app pretende aumentar sua frota em 10 mil motos e bicicletas elétricas em até 12 meses e, assim, fará com que 50% das suas entregas já sejam ecofriendly.

 

Gustavo Vitti, Vice-Presidente de Pessoas e Soluções Sustentáveis no iFood – Foto: Divulgação

 

Conforme a assessoria de imprensa do iFood, por meio do programa iFood Regenera, a empresa irá mensurar, reduzir e neutralizar todas as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) do seu negócio. “O primeiro passo foi contar com a expertise da Moss. Earth, empresa de tecnologia do mercado de carbono, que desenvolveu o inventário de GEE. O documento, cujo ano base é de 2020, cobre os escopos de emissão 1, 2 e 3, ou seja, inclui também as emissões de todas as entregas dos pedidos realizados no ano passado. No total, foram emitidos 128 mil ton CO2 equivalente e a neutralização dessas emissões será feita por meio de investimento em projetos de preservação ambiental e reflorestamento. A iniciativa é pioneira do setor de delivery no Brasil”, destaca.

 

Foto: Divulgação

 

Gustavo Vitti, Vice-Presidente de Pessoas e Soluções Sustentáveis no iFood, complementa que “a pandemia nos apresentou novas responsabilidades. Precisávamos usar ainda mais nossas ferramentas, nosso potencial de inovação e promover soluções transformadoras que revertam os impactos socioambientais típicos de uma operação de delivery. O iFood Regenera chegou com o objetivo de ir além da eliminação do plástico e neutralização do CO2. Queremos devolver para o meio ambiente mais do que consumimos dele. Mas, sabemos que apenas a compensação não é suficiente. É preciso pensar em formas inovadoras de reduzir as emissões de CO2. Em outubro do ano passado, por exemplo, lançamos o iFood Pedal, em parceria com a Tembici, um projeto desenvolvido exclusivamente para entregadores que oferece planos acessíveis para o aluguel de bikes elétricas”, revela.

 

iFood Pedal

 

Conforme Carolina Rivas, Diretora de Relacionamento e ESG da Tembici, empresa líder de tecnologia para micromobilidade na Améria Latina, o “iFood Pedal é um projeto da Tembici e do Ifood pensado e desenvolvido, exclusivamente, para entregadores que usam bicicleta. Para ser lançado, o projeto passou por uma etapa de desenvolvimento, escutando cerca de 600 entregadores em São Paulo e, atualmente, é composto por três pilares: bikes elétricas exclusivas, Ponto de Apoio iFood Pedal, onde além de retirar e devolver as bikes elétricas, os entregadores recebem máscaras, álcool em gel, o capacete e a bolsa, permitindo que eles voltem para casa sem carregá-la, além de estrutura de banheiros, água, café, recarga para celular e local para refeições e o curso Pedal Responsa. O curso é digital e conta com conteúdo formativo e de conscientização, sendo desenvolvido pelo Instituto Aromeiazero, organização sem fins lucrativos que utiliza a bicicleta para reduzir as desigualdades sociais e contribuir para tornar as cidades mais resilientes. Ainda como parte do projeto, desde abril, desenvolvemos o Girando Ideias, atuação focada em políticas que reforcem o diálogo e escuta junto aos entregadores”, partilha.

 

Foto: Divulgação

 

Rivas ressalta ainda que “o iFood Pedal é pioneiro no mundo, com mais de 3.000 entregadores ativos e reconhecido em 2020 como a ‘Inovação do Ano’ pelo Prêmio Mobilidade do Estadão. Esse projeto tem obtido ótima aceitação do seu público-alvo. Levantamentos feitos com entregadores cadastrados no iFood Pedal mostram que 80% deles acreditam que o projeto tem impacto positivo no dia a dia. O iFood também percebeu que a utilização das bicicletas elétricas resultou em um aumento médio de 25% em eficiência de rotas, gerando mais oportunidade de entregas durante o dia para esses parceiros, exigindo menor esforço”, afirma.

 

Solução IoT

 

Outra empresa que já possui trabalhos voltados à prática do delivery ecofriendly é a Pointer by PowerFleet Brasil por meio da solução chamada IoT. “A IoT está em absolutamente tudo ao redor das pessoas, desde a produção da roupa que usamos (nas máquinas), até os semáforos de trânsito nas ruas. Para a gestão de frotas, especificamente, os benefícios são inúmeros e, aqui, vou citar quatro pilares: prevenção de acidentes, redução de custos, redução de roubos e fraudes e a gestão propriamente dita”, apresenta Schnaider, CEO da companhia.

 

Schnaider, CEO da PowerFleet Brasil – Foto: Divulgação

 

Na visão do executivo, “o segmento alimentar apresentou 30% de variação positiva de quantidade de pedidos e 20% de faturamento e, com o aumento da demanda, vem também investimentos. Adaptar-se ao delivery ecofriendly é, de uma forma ou de outra, uma visão de otimização da redução de custos dos negócios de torna-se mais competitivo frente ao mercado. Nesse cenário, hoje em dia, os serviços compartilhados são uma alternativa bastante popular entre os entregadores e as empresas. E isso está tudo bem, pois é uma ótima maneira de começar. Mas, se você é uma empresa menor e faz essa administração direta com seus funcionários, esteja atento às regras entre empregador e colaborador. Um dos primeiros propósitos e talvez o mais importante do uso da IoT em bicicletas elétricas é a segurança. Desde roubos, até questões de mobilidade. O grande número de e-bikes que são furtadas por casualidade e, depois, abandonadas, é enorme. Com o uso da IoT, é possível rastreá-las antes que as peças sejam retiradas para venda. Ainda, em questão de mobilidade, a tecnologia permite a visibilidade da vida útil da bateria, uso de GPS e mapas para encontrar pontos de recarga, bem como alarmes de energia e até mesmo de incêndio. Para motos elétricas, a ideia é a mesma, mas claro que em proporções maiores, uma vez que a bateria exige mais esforço e a máquina também difere bastante. Ainda, em ambos os casos, aplicativos estão à disposição para a administração das funcionalidades e benefícios que a tecnologia fornece”, indica.

 

E aí? Que tal também colocar o delivery ecofriendly em prática no seu negócio food service?

 

Para te dar aquela ajuda de sempre, queremos te apresentar o Programa de Aceleração da Tembici chamado Vai Longe, que tem como propósito promover e estimular o uso da bicicleta nas cidades. Afinal, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), a bicicleta é o transporte ecologicamente mais sustentável do planeta.

 

Carolina Rivas, Diretora de Relacionamento e ESG da Tembici – Foto: Mariana Pekin

 

Rivas conta que, “em parceria com a Associação Transporte Ativo, que é uma organização da sociedade civil voltada para qualidade de vida por meio da utilização de meios de transportes à propulsão humana, criamos o Vai Longe, que é o programa de aceleração de projetos que promove e estimula o uso da bicicleta nas cidades. Somente nos primeiros meses deste ano, já tivemos cerca de 7 milhões de deslocamentos realizados pelos nossos usuários com nossas bicicletas, o que nos motiva ainda mais a continuar investindo no desenvolvimento de cidades inteligentes e na revolução que sempre acreditamos. Nesse primeiro programa, tivemos 40 projetos inscritos, com diversos objetivos e de diversas regiões. O resultado foi divulgado no final de junho e, além do cumprimento dos requisitos de documentação e adequação ao escopo de atuação, serão utilizados para os critérios de avaliação: viabilidade técnica, viabilidade financeira, diversidade e acessibilidade, potencial de impacto, sustentabilidade, criatividade e inovação. Serão considerados, no processo de seleção, projetos que coloquem a bike como protagonista, seja por meio de educação e conscientização no trânsito, promoção direta ao uso do modal ou até mesmo projetos de estudos e pesquisas para disseminação de conhecimentos sobre mobilidade urbana. Da mesma forma que nascemos de um trabalho universitário de conclusão de curso, acreditamos muito no potencial de projetos que podem ampliar o uso da bike e queremos dar a oportunidade de saírem do papel e fazerem a diferença para as cidades”, convida.

 

Para saber mais sobre o Programa de Aceleração da Tembici intitulado de Vai Longe, CLIQUE AQUI!

 

Na Rede Food Service é assim! Sempre te apresentamos as novidades e reais tendências do mercado de delivery. Então, continue nos acompanhando!

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