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Delivery de papinhas e pratos infantis: uma boa oportunidade para aproveitar a boom do delivery

Entrega em domicílio de comida destinada exclusivamente ao “pequeno público” tem sido a aposta de muitos empresários no food service

Janaína, da 'Vovó Papinhas', que atende mais de 1.000 clientes por dia pelo serviço de delivery - Foto: Divulgação

 

Dados divulgados pelo site Statista apontam que o serviço delivery poderá movimentar aproximadamente US$ 6,3 trilhões de dólares em todo o mundo até o final deste ano de 2021, principalmente, devido à continuidade da atual pandemia de Covid-19. Além disso, o mesmo levantamento traz a informação de que, em 2020, o Brasil foi destaque no segmento de venda em domicílio na América Latina, pois, sozinho, respondeu por quase metade do mercado, chegando a 48,77%. Já estudo realizado pelo site Betway Sports no ano passado indica que as pesquisas no Google em todo o mundo pelos termos ‘entrega’, ‘entrega de comida’, ‘delivery’ e ‘comida para viagem’ aumentaram quase 300% desde o começo da pandemia.

 

Neste cenário de expansão, diversos novos modelos de negócios e tipos de produto têm sido desenvolvidos para aplicação por meio do serviço de delivery. O delivery de papinhas e pratos infantis é um destes modelos, que, inclusive, já vem sendo trabalhado por alguns empreendedores há alguns anos. Entretanto, ganhou bastante força com a pandemia.

 

Confira, a seguir,  entrevista exclusiva com dois dos pioneiros nesse segmento com relatos de como esse tipo de negócio food service pode ser destacadamente interessante.

 

Pioneiros

 

Há um pouco mais de seis anos, nasceram as marcas Gourmetzinho, de São Paulo, capital, e Vovó Papinhas, de Guaíba, no Rio Grande do Sul, ambas especializadas na produção e venda delivery de papinhas.

 

Pedro Padis, CEO e sócio da ‘Gourmetzinho’ – Foto: Divulgação

 

De acordo com Pedro Padis, de 40 anos, CEO e sócio da Gourmetzinho, a empresa “nasceu da necessidade de um papai em encontrar soluções para uma alimentação saudável para o filho. Assim, o chef Amílcar Azevedo, ex-proprietário, criou um cardápio com alguns pratos. Aos poucos, os amigos foram pedindo e a Gourmetzinho começou a tomar corpo. Hoje, vendemos refeições exclusivamente para o público infantil, atendendo de 6 meses a 12 anos. O negócio foi construído com o intuito de atender direto ao consumidor em diversas plataformas: loja física, site, telefone e WhatsApp. Mas, atualmente, a venda delivery representa 95% do negócio. O restante é venda de loja e alguns clientes pessoas jurídicas. Temos cerca de 1.500 pedidos mês, com um faturamento anual na casa de R$ 3 milhões”, revela.

 

Janaína Anselmo Carneiro, de 35 anos, é Diretora da Vovó Papinhas, que “surgiu quando eu tive meu segundo bebê, minha filha chamada Anna. Na ocasião, eu não consegui amamentar ela o tanto quanto gostaria. Então, me dediquei a criar uma solução em alimentação que garantisse a ela todos os nutrientes e da forma mais saudável possível. Imediatamente, identifiquei como uma excelente oportunidade de negócio, visto que a minha necessidade era igual a de tantas outras mães e que não havia opções saudáveis no mercado como eu procurava. A empresa nasceu a partir do delivery. Esse sempre foi o core business. Sempre pensamos na conveniência das mães que já tem sua rotina tão corrida. Assim, criamos uma solução com alimentação para bebês de extrema qualidade e que entregava da forma mais conveniente para as mães. Nunca tivemos loja física e, hoje, quase seis anos depois do nosso início com apenas delivery, já atendemos algumas redes de varejo, mas o delivery continua sendo o nosso carro-chefe”, destaca.

 

Cardápios e perfis de clientes

 

O cardápio da Gourmetzinho é dividido em quatro fases “A Fase 1, de 6 meses a 8 meses, é composta por papinha batida de frutas e também salgadas sem conservantes e sem adição de sal. A Fase 2, de 9 meses a 12 meses, é formada por papinha com introdução de pedaços irregulares para estimular a mastigação, também sem conservantes e sal. A Fase 3, de 1 a 3 anos, possui refeições similares a de adultos, porém, com baixo teor de sódio e sem conservantes. E, até a Fase 3, é obrigatório autorização da Anvisa para venda devido à indicação etária. Ainda temos a linha Agora Eu Cresci, que é um conjunto de refeições similares a da Fase 3, mas com um pouco mais de sal, maior peso (atende de 3 a 12 anos) e a qual as preparações do prato são feitas separadas em bandeja. O produto carro-chefe da Gourmetzinho é a linha Fase 3 como um todo, pois são refeições com um preparo mais complexo e que levam mais tempo. Importante destacar que existe uma limitação de oferta no mercado também devido a isso. Nossas principais clientes são mães, entre 30 e 45 anos, que trabalham fora de casa e precisam de suporte com a alimentação dos filhos. Existe uma relação de confiança entre a mãe e a Gourmetzinho”, detalha Padis.

 

Picadinho de Mignon da ‘Gourmetzinho’ – Foto: Divulgação

 

Já os produtos mais vendidos da Vovó Papinhas “são as papinhas para bebês em fase de introdução alimentar. E o nosso perfil de cliente são mães e bebês em fase de introdução alimentar de classe AB que, geralmente, trabalham fora e, principalmente, que se preocupam com alimentação saudável orgânica e prática dos filhos”, diz Carneiro.

 

 

Diferenciais que valem benchmarking

 

Conforme Padis, da Gourmetzinho, o diferencial da marca é que “além das papinhas serem 100% naturais, pensamos na alimentação completa da criança. Afinal, está, cada dia mais, comprovado que uma alimentação saudável desde a primeira infância pode prevenir diversas doenças como diabetes e obesidade, entre outras. Assim, entregamos alimentação equilibrada nutricionalmente, porém com uma proposta de construção de sabor completamente diferente do restante do mercado. Isso abre o paladar da criança e facilita a aceitação de novos alimentos, conforme o desenvolvimento da criança. Além disso, temos diversos canais de atendimento, sendo o que se destaca é o WhatsApp. Com ele, conseguimos ter uma proximidade grande com as mães, que carregam muitas dúvidas sobre a alimentação dos pequenos! Assim, conseguimos prestar o suporte que precisam”, explica.

 

Filet de salmão ‘Gourmetzinho’ – Foto: Divlugação

 

Carneiro, da Vovó Papinhas, por sua vez, relata que os principais diferenciais da empresa “estão em ofertar um produto orgânico certificado, possuir registro na Anvisa e o fato das nossas papinhas não precisarem de refrigeração, pois são selados a vácuo. Assim, tem validade de até seis meses, após a fabricação, é 100% natural e não tem qualquer conservante, nem qualquer aditivo químico. Possuímos o maior cardápio de papinhas orgânicas a vácuo em variedade do Brasil”, destaca.

 

A empresária enfatiza ainda que criou “o programa de empreendedorismo materno chamado Power Mommy. O programa é feito para mulheres mães empreendedoras que escolheram se dedicar à maternidade em tempo integral, mas que buscam no empreendedorismo uma forma de continuar no mercado de trabalho. Para essas mães que se candidatam ao nosso programa, fazemos um processo seletivo e, após aprovação, ela se torna nossa revendedora e pode montar sua própria unidade de delivery da Vovó Papinhas em sua cidade. Ou seja, ela recebe o produto pronto da fábrica e comercializa via delivery. Dessa forma, hoje, atendemos mais de 40 cidades em todo Brasil, desde o Rio Grande do Sul até Roraima, e apoiamos mulheres mães a se dedicarem a maternidade na primeira infância. Atendemos atualmente mais de 1000 clientes dia via delivery”, afirma.

 

Serviço essencial e que requer preparo

 

Por fim, Padis e Janaina garantem que o serviço de delivery de papinhas já pode ser considerado como essencial, o que corrobora para o sucesso desse tipo de negócio. Entretanto, ambos alertam que a produção e venda delivery de papinhas requer preparo e atenção a alguns detalhes cruciais.

 

Para Padis, da Gourmetzinho, “levar uma alimentação saudável é essencial para todos, mas, especialmente, para crianças. Isso também traz conforto e tranquilidade para os pais, que estão ainda mais pressionados nesse atual período de pandemia de Covid-19. Mas, um negócio delivery de papinhas precisa ter um produto bom e confiável! E o primordial é pensar em atender às necessidades das mães. Em 90% das vendas, são elas as compradoras e responsáveis pela decisão da alimentação. Entregar tranquilidade, saúde e sabor em todos os sentidos é o segredo”, indica.

 

Carneiro, da Vovó Papinhas, pontua que “bem antes do início da pandemia de Covid-19, o serviço de delivery de papinha já era essencial para as mães. É conhecido que as rotinas das mulheres hoje em dia exigem muito e das mamães de bebês mais ainda. Então, poder contar com o serviço em que ela tem garantia da qualidade alimentar para o seu bebê entregue na porta da sua casa com o máximo de conforto e conveniência ajuda não somente na rotina das mães, mas também na saúde psicológica dela e na saúde nutricional dos bebês. E, por  meio do nosso modelo de negócio, entregamos tudo pronto para as revendedoras para que elas possam montar a sua própria operação de delivery em suas cidades e, com baixo investimento, o retorno é imediato. Como o produto é selado a vácuo e não precisa de refrigeração, recomendamos a estruturação de comércio da operação de delivery a partir de casa, o que reduz ainda mais o custo da operação. Hoje, uma empresa que produz papinha de bebê, precisa ter muitos pré-requisitos. O mais difícil deles é o licenciamento junto à Anvisa. Porém, para montar uma operação de delivery da Vovó Papinhas, é muito simples, pois o produto já possui todos os licenciamentos necessários”, recomenda.

Escrito por #molongui-disabled-link

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