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Chez Maria Bistrô: restaurante com 16 anos de sucesso que nasceu de um não para a carreira bancária

Com funcionamento em formato de menu completo, estabelecimento localizado em Cotia (SP) é o mais bem avaliado dessa região no site Tripadvisor

Guilherme Ribeiro Filho e sua esposa Maria José da Silva (Foto: Arquivo pessoal)

 

O mais bem avaliado da região de Granja Viana, em Cotia, na Grande São Paulo, no Tripadvisor, conhecido site de viagens que fornece informações e opiniões de conteúdos relacionados a turismo. Nota 4,9 em 5 no Facebook, 4,8 em 5 no IFood e 4,5 em 5 no Google. Esse é o Chez Maria Bistrô, restaurante com dezesseis anos de sucesso que nasceu de um não para a carreira bancária e um verdadeiro e longo sim para o investimento na tradicional gastronomia.

 

Com funcionamento no formato de menu completo, o local foi idealizado por Guilherme Ribeiro Filho, de 78 anos, e sua esposa Maria José da Silva, de 47.

 

O casal é a prova viva de que vencer no mercado food service está diretamente relacionado a muito esforço, dedicação, trabalho e, principalmente, amor pelo o que se faz. Afinal, o Chez Maria Bistrô surgiu do abandono de uma vida bancária e executiva por parte Filho, cuja primeira formação acadêmica é em Economia.       “Na metade dos anos 90, eu deixei atividade bancária e iniciei uma atividade de consultoria de gestão em que, com uma visão externa e isenta, auxiliava os donos ou principais executivos das empresas clientes a enxergar situações, deficiências e oportunidades, objetivando uma melhor focalização de seu negócio na busca de eficiência. Entre esses clientes, estava a Brunella, talvez o maior fenômeno na Gastronomia na época, fabricante de produtos incomparáveis, com uma rede de quase 30 lojas em São Paulo. Apesar disso, a empresa passava por difícil fase. No curso desse trabalho, me apaixonou pela atividade, abrindo três lojas franqueadas, uma na Oscar Freire, outra na Afonso Brás e a terceira no Shopping Morumbi, tendo deixado a consultoria, após ter vivido dentro da Brunella por quase um ano. No lugar do ‘engenheiro que virou suco’, foi o caso do banqueiro que virou doce, rsrs”, brinca o empresário.

 

Conforme filho, “em função da perceptível decadência da Brunella, os franqueados, temendo pela sorte de seu negócio, imaginaram que a atração de um sócio importante poderia reverter o quadro negativo. Assim, fui então até a Áustria, país dos melhores doces, buscar atrair um interessado. Na época, todos os procurados não tinham o menor interesse no Brasil, além de não terem vocação industrial, pois a maior parte deles tinha uma produção quase artesanal em confeitarias familiares quase centenárias. Frustrado no meu objetivo, parei em Paris, na França, e me matriculei no Cordon Bleu para os cursos de Pâtisserie e Cuisine de Base, visando começar a produzir meus próprios doces. Após três meses, me mudei para a Ecole Lenôtre, que é mais voltada para a Pâtisserie, onde fiquei mais dois meses. Foram duas experiências marcantes aos 58 anos. No Cordon Bleu, assistia ao professor fazendo o prato, depois, ia para a cozinha reproduzir o que vi, sob supervisão e com avaliação de seu trabalho. Na Lenôtre, ia para a cozinha junto com o chefe, vendo seu trabalho, trabalhando com ele e esclarecendo suas dúvidas. Foi muito importante essa formação para o meu desenvolvimento. Digo que aprendi um método que pode ser usado para a elaboração de qualquer prato, com quaisquer ingredientes”, partilha.

 

Como tudo começou

 

Foto: Arquivo pessoal

 

De volta ao Brasil, Filho relata ainda que viveu “a concordata, seguida de falência da Brunella, mas preparado para enfrentar essa situação. Encontrei uma cozinha pronta em Diadema e comecei minha nova carreira. Recém-casado com Maria, comecei a dividir a atuação na Gastronomia com ela, com foco em uma produção para confeitarias que atendia minhas lojas e mais outras três. Muitos de nossos confeiteiros vieram da Brunella, tendo eu e a Maria muito aprendido com eles. Na ocasião, contamos com a assessoria por quatro meses de Henry, um chef francês que veio parar, sei lá por qual motivo, no Brasil e com que aprendemos muito. Mas, um belo dia, sofremos um violento assalto e, em poucos dias, já traumatizados, fechamos a cozinha e paramos a produção. Porém, como tínhamos compromisso de produção para as lojas, resolvemos a situação sendo abastecidos pela Doceira Dulca. Pouco tempo depois, em 2004, abrimos uma confeitaria na Granja Viana que, menos de um ano depois, virou o restaurante Chez Maria Bistrô”, resume.

 

O Chez Maria Bistrô

 

O Chez Maria Bistrô (Foto: Divulgação)

 

Há dezesseis anos, a cozinha do O Chez Maria Bistrô é comandada por Filho e sua esposa. E, apesar do restaurante levar o nome de bistrô, o empresário garante que o segredo do sucesso do seu estabelecimento food service está no fato de que ele e sua companheira são “voltados para dentro do nosso negócio, de uma certa forma anônimos no meio gastronômico. Nada de prêmios. O bom conceito que temos é junto aos nossos clientes.  O Chez Maria Maria é que tem o reconhecimento público”, garante.

 

Cardápio de dar água na boca

 

Foto: Arquivo pessoal

 

Segundo Filho, o cardápio do Chez Maria Bistrô é marcado por uma “culinária tradicional, muito variada. Adotamos o sistema de ‘menu complet’. Assim, nossos preços compreendem couvert, minientrada, prato principal e sobremesa. Valorizamos os pratos com frutos do mar. Nossas criações principais são o Camarão à Moda de Carmel: camarões grelhados, levemente empanados cobertos por molho saborizado com mel, polvilhados com nozes partidas caramelizadas e gergelim, servidos com arroz e minivagem na manteiga. Igual destaque merece o Bacalhau dos Pescadores: lombo de bacalhau gadus morhua preparado no azeite de oliva extra virgem com lula, camarão, marisco e polvo, além de ingredientes saborizadores e minibatata servido com arroz. Em carnes, cito o Filé Mignon a Zé Felix: filé mignon grelhado, servido sobre torrada coberta por creme de champignons, gratinado com queijo gruyère, com arroz e batatas douradas (batatas cozidas, cortadas em rodelas, douradas crocante). Outro bacalhau apreciado é o Bacalhau à moda de Évora: lombo de bacalhau gadus morhua, coberto por crosta de miolo de pão, pimenta verde e azeitonas, servido com arroz, tomate cereJá, minibatata, minicebola, espinafre e farofa de banana”, detalha.

 

Clientela fiel

 

Já sobre a clientela do Chez Maria Bistrô, o empresário ressalta que “nossa clientela é constituída por casais mais maduros e, agora, também seus filhos. Todos apreciadores da boa Gastronomia e que se deleitam com nossa proposta de, paralelamente, oferecer o cardápio regular e sugestões de pratos durante a semana e no fim de semana, sempre fugindo da mesmice”, avalia.

 

Avanços com a pandemia de Covid-19

 

Antes do advento da atual pandemia de Covid-19, o Chez Maria Bistrô só funcionava por meio de atendimento presencial. No entanto, Filho revela que, desde o começo do período de distanciamento social, resolveu também trabalhar no sistema delivery, o que já lhe trouxe ótimos resultados. “A crise do Covid-19 nos empurrou para o delivery. Foi uma surpresa o volume que alcançamos. Em junho, por exemplo, o delivery gerou o mesmo número de pedidos presencias antes da pandemia. Essa surpresa se transformou em uma oportunidade de negócio e o próximo passo será abrir um endereço tipo rotisseria em que iremos oferecer o nosso cardápio congelado para consumo em casa”, revela.

 

Na Rede Food Service é assim. Sempre trazemos histórias de sucesso de negócios de alimentação fora do lar para que você se inspire a também fazer parte desse promissor mercado.

Escrito por #molongui-disabled-link

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