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Com o aumento de pedidos delivery, entregadores precisam redobrar os cuidados na hora de deixar suas entregas

No mês de março a empresa Rappi registrou um aumento de 30% no número de entregas em toda a América Latina, comparado com os últimos dois meses de 2019. Isso é reflexo das medidas de proteção da pandemia. Mesmo de portas fechadas, restaurantes, pizzarias, bares e lanchonetes, podem trabalhar por meio de aplicativos, telefone e outros meios que respeitem as medidas de restrição adotadas pelo Ministério da Saúde.

Os cuidados dentro dos estabelecimentos foram redobrados e isso incluí os profissionais responsáveis pela entrega, já que são eles que terão contato direto com os clientes. Alguns aplicativos de delivery, tem deixado o próprio usuário decidir como será a entrega, se quer receber o motoboy, se ele deve deixar na portaria sem contato nenhum ou até mesmo combinar algum local específico.

 

Na rua com eles

Os entregadores tiveram que adaptar a forma com que trabalhavam e se atentar a distância entre eles e os clientes. Além de ter que redobrar a atenção na hora de receber o pagamento para evitar o contato e não esquecer entre uma entrega e outra de higienizar as mãos.

Para o motoboy Elvis Tadeu Ferreira, de 44 anos, dos quais 11 se dedica a entregas no interior de São Paulo, em Franca, relata que está conseguindo se adaptar ao novo momento e fazendo suas entregas com o máximo de segurança possível.

“A princípio eu não estava me preocupando muito, até por estar no interior acreditava que dificilmente seria atingido por um vírus que começou na China. Mas agora uso máscara e álcool em gel sempre que disponível. Nada de contato físico, nem o costumeiro aperto de mão. O mais difícil está sendo lembrar de não colocar a mão no nariz, boca e olhos, mas acredito que essa é uma dificuldade geral”.

Outra coisa que mudou, de acordo com Elvis Ferreira, é que não existe mais contato com a cozinha. “Distanciaram os entregadores da cozinha. E chegou da rua, pode estar lotado de entrega, tem que higienizar as mãos”.

As mudanças no restaurante na hora das entregas estão nítidas para o motoboy, que afirma estar recebendo orientações e materiais de proteção para trabalhar em segurança, o problema mesmo tem sido com os clientes que recebem as entregas. “A quarentena está mais parecida como férias. Ninguém usa máscara, e, por isso, acho que em casa, após receberem a mercadoria, sequer estão cuidando da higienização após pegar na máquina de cartão ou o troco”.

 

Apoio aos entregadores

O iFood criou dois fundos solidários para os motoboys que somam R$ 2 milhões. Há um fundo solidário no valor de R$1 milhão para dar suporte àqueles que necessitem permanecer em quarentena – grupo de risco. O entregador receberá do fundo um valor baseado na média dos seus repasses nos últimos 30 dias, proporcional aos 14 dias de quarentena.

 

Para aqueles entregadores que permanecem ativos, a empresa adotou algumas medidas para garantir o bem-estar deles. Como disponibilização de álcool em gel e orientação na hora das entregas para ele deixar o alimento.

“A grande prioridade do iFood neste momento é cuidar das pessoas que fazem parte de todo o nosso ecossistema, e isso inclui também nossos parceiros de entrega. Queremos ter certeza de que esses profissionais independentes estejam em segurança. Estamos atuando incessantemente para desenvolver soluções que possam auxiliar toda a população nesse difícil momento que atravessamos”, comenta Fabricio Bloisi, CEO do iFood.

A startup Rappi também está mantendo medidas para ajudar seus entregadores. Disponibilizaram álcool em gel e máscaras antibacterianas com a orientação de uso antes e durante a entrega de pedidos.

 

Ambos os aplicativos ampliaram a forma do cliente receber o pedido. Agora é possível colocar opções diferentes de entrega para não ter nenhum tipo de contato com o entregador.

Escrito por #molongui-disabled-link

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